Sinchando o Peito
A lembrança me traz, à música do Teixeirinha, pois meu coração está de luto
sopra o vento minuano, cortando os caninhos de meu mundo
é o profundo poço do escuro absoluto
atando minhas mãos, me deixando um borra botas, um vagabundo
grito como um pirupá, mas ninguém me escuta
o mate é salgado, deixa minha boca sedenta de carinhos
a vida me deu um tombo, na lida bruta
rasgando meu coração nesse monte de espinhos
a solidão me afronta, dando gargalhadas de meu fracasso
o pasto é pequeno para matar minha fome
que o brilho do sol importa, se os olhos estão fechados
sem sentir o sabor e nem saber o que se come
a cidade fica distante de mim, mesmo estando dentro dela
o silêncio é meu confidente de todas as horas, conhece o meu coração e minha alma
o baixeiro encobre todos os meus sonhos, tornando minha vontade de viver, banguela
busco desesperadamente, uma palavra certa e paciência que me acalma
não quero acordar neste pesadelo agourento
de passar as horas, desfiando o tento
carregando dor, agonia e sofrimento
escutar o canto fúnebre da sundaria anunciando aos quatro ventos
– Pirupá, foi um homem que viveu em Santa Cecília, tempos atrás, era alcólatra,diziam que tinha feito parte do Exército Brasileiro,na segunda guerra mundial ,ficando demente por causa disso. Ele dava gritos tremendos por onde passava.
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