A Carroça
Está encostada, no fundo da alma campeira
Aquela que foi um dia a melhor companheira
Servia de condução a família inteira
Se nascia uma criança, ela trazia parteira
A égua bragada puxava-a, pois era muito ligeira
Pulava igual à menina nova, quando está faceira
Não se entregava, nem diante da maior aguaceira
lôdo, pedra, pau, ia cortando qualquer barreira
Em dias de verão, fazia dupla com o sabiá-laranjeira
Quando passava, na sombra de uma goiabeira
Trazia da bodega do Tio Amândio, as compras da semana inteira
Vinha até sal grosso, para o gado e remédio para curar bicheira
ouvindo seu rangido, saía correndo,para abrir a porteira
Ela passava a noite, no galpão ao lado da mangueira
Tudo isto faz parte da saudade matadeira,
Lembrar da velha carroça de madeira

Está encostada, no fundo da alma campeira
Aquela que foi um dia a melhor companheira
Servia de condução a família inteira
Se nascia uma criança, ela trazia parteira
A égua bragada puxava-a, pois era muito ligeira
Pulava igual à menina nova, quando está faceira
Não se entregava, nem diante da maior aguaceira
lôdo, pedra, pau, ia cortando qualquer barreira
Em dias de verão, fazia dupla com o sabiá-laranjeira
Quando passava, na sombra de uma goiabeira
Trazia da bodega do Tio Amândio, as compras da semana inteira
Vinha até sal grosso, para o gado e remédio para curar bicheira
ouvindo seu rangido, saía correndo,para abrir a porteira
Ela passava a noite, no galpão ao lado da mangueira
Tudo isto faz parte da saudade matadeira,
Lembrar da velha carroça de madeira


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