Poesia da Terra.
estava a mata desnuda e pura,
semelhante a uma virgem que nunca foi deflorada por ninguém.
O silêncio do crepúsculo é quebrado,
por algum pássaro, que executa a melodia do seu coração.
Vagarosamente o vento passeia pela planície,
Como um apaixonado, tateia o corpo de sua amada.
Do alto do morro, uma araucária centenária,
Observa tudo ao seu redor, em sua sentinela de todo dia.
Companheiras pedrasferro, de tantas jornadas,
Guardam os segredos deste lugar.
A água da cachoeira, que cai branca, como um véu de noiva,
Segue a correnteza, para unir-se ao rio da vida.
É fim de tarde, o sol pinta o céu de rubro,
Como estivesse dizendo, até amanhã.
A tropa de cavalos selvagens,
Corre livre pelo campo afora.
Alvissareiros quero-quero cruzam em revoada,
Festejando o dia primaveril do novo mundo.
Longe se escuta. O gado chacoalhando o sincerro,
Igual a um sino batendo, em agradecimento à Deus, por este chão abençoado.
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