Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um Povo”. Parte IV.
Holocausto em Canoinhas
Foi a carnificina, da Vila de Canoinhas, o campo de extermínio dos desgraçados prisioneiros.
A sentença dada, morte em massa, aos que ousaram enfrentar os donos da “República de Bananas".
No fuzilamento dos massacrados, soou o hino da dependência irracional.
Tiros sem misericórdia foram desferidos pelos “jagunços” oficiais.
Mil cruzes peladas, sem os Cristos, pois eles foram incinerados em valas.
O vale da morte foi o destino final dos pobres diabos da nação selvagem
O povo do sertão virou cinzas, junto com aterra que tanto defenderam, para serem pisoteados, pelos chacais das oligarquias.
Nas pedras do lugar, foram incrustadas as lápides da gente errante.
vermelho do sangue dos mártires caboclos, manchou a bandeira verde-amarela da ordem e progresso.
* Em Fevereiro de 1915, na vila de Canoinhas, cerca de mil prisioneiros capturados nos redutos campesinos, pelas forças militares, foram eliminadas, poobedecendo ordens superiores dada ao General Setembrino de Carvalho, que mandou fuzilar e depois queimar os corpos e jogar as cinzas em valas.
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