Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXXIX.
A Encomendação Brutal
O novo chegou subido em cima do trem escroto,
O povo ficou cabisbaixo diante do besouro de fogo,
Que com sua fumaça, escrevia uma história horripilante,
A vela da extrema-unção da gente peluda,
Feiticeiros ianques davam estalos com a matraca diabólica,
Chicoteavam seus escravos, para estender o tapete de ferro,
O pirata Farquhar ria e tocava o banjo da destruição,
O gemido do ouriço saía da boca do homem sertanejo,
Despejava o sangue, em sacrifício ao deus da morte,
A terra meridional foi o local da Via Crucis da selvageria insensata,
o Paraíso virou inferno,
O solo fértil serviu de mortalha, para esconder os frutos do massacre bestial.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
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