Meu Verso
Meu verso é umchasque da tradição,
Na trenpe, ardente no fogo de chão
Meu verso é, o pealo na doma
Segurando a rédea, de uma égua redomona
meu verso é, o buxixo no surungo
a vertente jagunça deste matungo
Meu verso é,a água quente
Na cuia do mate, aquecendo o coração do vivente
meu verso é, vento minuano
Derrubando pinhão, que é o alimento do povo serrano
Meu verso é, uma adaga Correntina
Sangrando o peito, da gente Catarina
meu verso é o galo índio, esporeando
minha marca na terra, vou deixando
Meu verso é , o xucrismo de um potro
Entreverado com o gemido de uma gaitita de oito sôco
meu verso é, o arroz de carreteiro,
Entretendo o bucho faminto de um tropeiro
Meu verso é o laço que está em minha mão
Enrodilhando a prenda, que está em meu coração
Meu verso é uma bandeira colorada
Confirmando a derradeira armada
Meu verso é ,o berro do gado ligeiro
Na lida bruta deste campeiro
Meu verso é pedra-ferro “ajuntada”
Em uma taipa, dividindo a minha invernada
Meu verso é,o baú do Rio Correntes
A guaiaca cheia dos cecilienses
Meu verso é , um grito de um forte
peleiando todos os dias, até a hora de sua morte
meu verso é a voz do pago valente,
que o peão agradece por este pedaço de terra, a Deus Onipotente
Nenhum comentário:
Postar um comentário