Gaita Aragana
Prenda caborteira,arisca numa bailanta
Brasa acesa, na mão do tocador ginete
Pedra atirada por um bodoque, que acerta o coração galponeiro
É o relincho da égua ruana
Apito de um trem chegando na estação
Assobio do vento nas grimpas do pinheiral
A faca lageana, cortando o churrasco crioulo
Urro de um leão baio, ecoando na madrugada inteira
Uma cuia de mate, continuando a tradição
Leite que escorrega por entre os dedos ligeiros, na ordenha macanuda
É o rangido da carreta, atulhada do sentimento gaudério
és A chinoca milongueira da serra acima
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