Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Campeiro Catarina"

Campeiro Catarina


Sou serrano, do lado de cá, do Rio Pelotas

Uso chapéu largo, bombacha, lenço, camisa branca e um par de botas

Um índio ginete, na doma de um cavalo redomão
Esquento as palavras, no calor de uma cuia de chimarrão

Faço o sinal da cruz, todo dia
Pedindo para Deus Onipotente, afastar a má companhia

Peleio com o leão baio, cobra venenosa e o gado na invernada
Não corro, nem de lobisomem, bugre e muito menos de alma penada

Sou filho de pai que cortou a pedra-ferro, pois era taipeiro
E de mãe que cuidava da família, o dia inteiro

Cruzo o campo coberto de geada grossa
Trazendo lenha, na velha
Carroça

sou forte, igual à guamirim e quente como o fogo de nó
Na trova, chego à espora, sem a menor dó

Onde houver um tiro de laço
O locutor vai dizer, lá vai um ceciliense bom de braço

Quando acontece, buxinxo no surungo
Dou pranchaço de facão, quem me chama de traste e vagabundo

Com a predinha amada, me casei
É a morena lindaça, que sempre sonhei

Buraco no chão, sal e espeto de madeira
Asso uma costela gorda, na brasa, deixando a peonada faceira

No tempo que era milico, mostrei minha destreza
Lá no Ubatã, atravessei a nado, A grande represa

Meu corpo veio da terra e para ela vai voltar
Mas, para a querência de cima
Minha alma de campeiro Catarina
vai um dia morar

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