Série “Guerra do Contestado – Cem anos de luta de um povo” Parte VIII.
Calmon arde em chamas.
Habitava em Calmon, um dos dois dragões americanos engolidores das florestas nativas, que eram abastecido por trem
ele estraçalhava quem estivesse atrapalhando seu caminho
Disseminou a dor e o flagelo ao povo sofrido, de toda a região.
O ódio cristalizou-se nas palavras dessa gente massacrada pela ganância espúria.
A violência instalou-se na vida desse povo humilde,
foram transformados em cordeiros que agora, queriam beber o sangue dos lobos assassinos.
Só restava a eles morrer lutando pela dignidade.
Seguiram trezentas pessoas, entre mulheres e homens, destruir esse monstro peludo.
A palavra de ordem era mortífera, acabar com os gringos e incendiar tudo o que encontrassem.
Quando chegaram ao local, a vingança foi estendida naquele chão,
Relampejaram os facões, refletindo o sol pérfido da morte.
Como as pontas afiadas das grimpas das araucárias, espetaram os corações dos intrusos do norte.
Ecoaram tiros, os estampidos do confronto absurdo entre seres da mesma espécie.
Mataram, saquearam e queimaram a colossal serraria dos estrangeiros, que ardeu como um grande fogo de nó.
Mancharam-se todas as flores de vermelho,com os corpos dilacerados sobre elas.
Noutro dia, foi um banquete para as aves de rapina, que se deliciavam, com a carne branca dos capitalistas.
Em 5 de Setembro de 1914, na localidade de Calmon, onde ficava uma das serrarias da Lumber, de propriedade americana, que detinha a permissão do governo federal de explorar toda a madeira e as tterras da região. Um grupo de rebeldes, liderados por um jovem de dezessete anos, Chico Alonso, que atacaram o local, assassinando várias pessoas e ateando fogo nas construções do lugar.
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