Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

OCanto dos Pelados

Série “Guerra do Contestado – Cem anos de luta de um povo”. Parte XIII.

O Canto dos Pelados

Milhares de vozes formaram o coral dos excluídos,

Este Se denominou de Irmandade de São Sebastião,

Regido pela batuta do maestro José Maria,

Que executaram a ópera da dignidade, Mo teatro do sertão.

Com partituras de dor e sofrimento do povo oprimido.

Misturando fé e ilusão, ensaiaram muito no Taquaruçú,
O “libreto” da epopeia,

Na retirada do Iraní, aconteceu o primeiro espetáculo trágico,

Os tambores da guerra rufaram, anunciando o descontentamento popular,

Os cavaleiros sobreviventes dos Doze Pares de França anunciaram a ressurreição da liberdade,

Entra em cena, a solista principal do grupo, a Maria Rosa, a menina santa,

Ela ordena a matança daqueles que ousassem enfrentar o Quadro Santo,

Os valentes comandantes Chico Alonso e Alemãozinho lideram os rebelados da terra sem lei,

Chica Pelega, a soprana, brilhava seus olhos na melodia do confronto,

Vieram Aplauso, antes do final, nas batalhas iniciais,
Cai à noite, o silêncio dizia que o inferno atacaria em todos os lugares,

Metralhadoras esganiçam, eclodem bombas, todos os instrumentos demoníacos entram em ação,

Estraçalham-se homens, mulheres, crianças, os sonhos, a fé, a bandeira da justiça humana.

O tenor pestilento, o Adeodato Ramos, “O Flagelo de Deus”,
No gran finale, fecha o portão do cemitério, deixando lá,

Preso na masmorra por um século, o povo caboclo,

E o sino dobra, quando parte o trem da história.

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