Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Rio Do Peixe

Série “Guerra do Contestado – Cem anos de luta de um povo”. Parte XVI.




Rio do Peixe



Corre no vale da guerra centenária, a corrente elementar da bioesfera,



Que guarda a historia do Armageddon sertanejo,

Testemunha ocular da luta ferrenha.



No seu percurso, vizinhou com os trilhos da ferrovia sem-pátria,

Onde corria locomotivas Maria fumaças, ,

Que entulhados no seu bojo, levavam milhões de toras de madeira, para o outro lado do mundo, como o monge profetizara.



Nas suas margens Presenciou o tombamento inclemente das araucárias,

Feito pelas serras da ganância ianque.



Gritaram os quero-quero que ficaram sem lugar para criar os seus filhotes,

foram enxotados, como aves sem destino,

foi quando o ódio inundou a terra Catarina.



na vargem O caraguatá com seus espinhos, viraram coroa na cabeça da rainha-menina, que liderou seu povo. Contra os saqueadores.



as águas que eram azuis ficaram escarlates,

Com o jorro do sangue dos guerreiros humildes.



Os corpos dilacerados que boiavam aos montes,

Foram totalmente devorados por peixes carnívoros.



Os lamaçais foram pisoteados, por milhares de

botinas dos demônios verdes.



os canibais vencedores hastearam sua bandeira de exploradores selvagem.



A mortandade foi completa,

Profanaram até o rio, que é a artéria da vida,

Em nome do progresso,envenenaram sua seiva prodigiosa.



Este agoniza em silêncio,

Como o grito de liberdade do povo pelado.





“O Povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário