Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Poesia "Capão da Mortandade"

Série “Guerra do Contestado - Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXXIV.






Capão Da Mortandade





Dentro da sesmaria curitibanense, na capitania Catarina,

Um naco de mata virgem, na veia fluvial do Rio Marombas,

Rodeavam o lugar, o silêncio das turvas águas,

Era o purgatório dos anjos e demônios que ali passavam,

Ponto de luta dos ventos, o sul enfrentava o norte, formando fortes temporais,

Segredos afloraram como espinhos,

Mistérios foram cobertos com as pedras,

A imbuia podre esconde a cabeça decapitada do terrível Coronel Alburquerque,

Espalham-se gritos de dor, em noite de neblina intensa,

caraguatás, carquejas e vassourinhas do campo, são mortalhas para os defuntos desconhecidos,

onde bandos de corvos fizeram banquetes de carne humana,

fantasmas como se estivessem vivo gritam dizendo: morte aos peludos,

outros retrucando: acabem com os jagunços,

ficou encravado, o facão de guarnição dos caboclos,

enferrujando a luta sertaneja, de arrancar todas as correntes de opressão.

“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

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