Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXXII.
Dois Confrontos
Corria o ano de 1914,
Trezentos cavaleiros pisotearam a grama vigorosa
A quinta dos eslavos viu a fúria dos caboclos rebeldes
Tinham a ira cristalizada em seus olhos e dentro de seus corações, contra tudo e contra todos
Os devotos de São João Maria atacaram o chão de Papanduva e Itaiópolis
A morte correu solta na terra Planaltina
Enfileiravam-se cadáveres de gente esfacelada
Cemitério céu aberto
A voz ignorante da bala, falou mais alto naquelas plagas.
Viram-se labaredas de fogo dos cartórios plagiadores de falsas escrituras
Com mão de ferro, o terror dominou por mais de noventa dias à região
Um clamor saiu das bocas angustiadas
Num idioma que só São Estanislau podia entender
Pediam em prece, que os livrassem do inferno da destruição,
o Imperador do Paraná, que achava que tudo pertencia ao seu reino
Enviou tropas de soldados para retomar a posse
Após intensos combates, o grupo de sertanejos retirou-se em debandada.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
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