Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. .
A Mulher Jagunça
Não precisou de vestidos dourados para mostrar sua grandeza.
Tinha o pulo mortal de uma jaguatirica, quando se atirava da copa de uma araucária.
Ofertou sua vida, para deixar por herança à igualdade neste solo.
Tramçou seus cabelos nas cavalgadas das batalhas ferozes.
Foi a voz do ódio contra a iniquidade humana.
A brasileira que escreveu sua própria história.
Bordou a cruz da esperança na bandeira de São Sebastião.
Enfrentou a selvageria dos poderosos, sem nunca perder a ternura.
Forte como um raio que cortou o céu do sertão sulino.
na lápide desta guerreira está encravada a inscrição:
”Para ter um lugar neste mundo, lute por ele”
“O Povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
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