Série “Guerra do Contestado - Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXX.
Anjomenina
nas vermelhas águas do Rio Santa Maria, No vale da morte,
assassinaram a virgem.
Rolou a gota de sangue para a correnteza eterna
Da menina Maria Rosa que era pura, feito um diamante raro.
A flor que foi esmagada pelos espinhos ferruginosos dos caudilhos.
Sua voz divina emudeceu com um tiro de fuzil
Foi o Malévolo estanho, que atravessou a carne, chegando até o coração libertário,
Era o par de olhos dos caboclos, que ficaram cegos e eles conheceram as trevas.
Seu brilho de luz estelar foi apagado pela nação troglodita.
Rangeram as grimpas das araucárias, como se fossem os dentes da floresta ultrajada,
A Sundara, o pássaro da agonia, voa sobre as cabeças dos carcarás, dando gritos lancinantes.
Assoprou o vento vindo de Taquaruçú, para o “guardamento” da alma bendita.
Onde a hedionda atrocidade aconteceu, o jasmin cheiroso tomou conta do lugar.
Ela deixou de ser guerreira para ser anjo de Deus.
O monstro do pesadelo estraçalhou o sonho da terra prometida, pregado pelo ser angelical.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
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