Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Poesia, "Canto de Morte".Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo” Parte XXVIII. O Canto de Morte Há um século essa história passa de boca em boca da gente contestada, No pandemônio da destruição de Taquaruçú, Na hora do bombardeio mortal, Quando os casebres de taquara do vilarejo, ardiam em chamas, E que os corpos já se empilhavam no chão, Misturado com o barulho das explosões e tiros, se ouviu uma melodia infantil, Era uma canção de ninar, estava à mãe com sua filha nos braços, A jovem já estava morta, com o corpo todo estraçalhado, Era Chica Pelêga, que havia tombado, As lágrimas da mãe rolavam até a boca da moça, que escorria sangue Francisca Roberta, que era seu nome de batismo, Havia nascido de uma promessa à São João Maria, Veio a menina que foi a vida em pessoa. Tinha uma missão a cumprir, O de liberar seu povo massacrado contra seus opressores. Sua voz de trovão e seu espírito guerreiro foram suas armas. Naquele fatídico dia, havia concluído seu caminho. sua mãe agora estava fazendo ela adormecer pela última vez, a embalava e cantava sua cantiga preferida quando criança Como estivesse dizendo - Até breve, minha filha amada. Assassinaram a mulher, mas ficou o exemplo desta grande heroína catarinense. “O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”

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