Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Poesia "Mártires da Fé"

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXVII.




Mártires da Fé



“Pai-nosso quê estás no Céu,

Santificado seja vosso nome,

Venha a nós o vosso reino,

Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu,

O pão nosso de cada dia nos dai hoje,

Perdoai nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido,

Não deixeis cair em tentação e nos livrai de todo o mal.

Amém.”



Era noite escura, como a asa negra de um corvo,

Com o vento gélido de inverno chacoalhando as árvores,

No meio da mata milhares de olhos esbugalhados,

Feito vagalumes que perderam sua luz,

Buscavam proteção, na floresta inóspita,

Imbuias, cipós, pinheirais, serras e rios, formavam o escudo derradeiro,

a casa dessa multidão, que seria o cemitério desses desgraçados do mundo,

estava ali cristões famélicos, maltrapilhos, analfabetos, descalços, desdentados, com doenças de todo tipo,

foram condenados à morte, pelos governantes peçonhentos,

cujo crime foi o de exigir seus direitos,

foram impedidos de sonhar que este inferno de dor e de lágrimas, iria transformar-se no paraíso para os párias,

levado pela fé cega de vencerem as bombas apenas com reza,

assim as trevas cobriram tudo, sem dó nem piedade,

naquela madrugada ecoou um choro estridente,

de uma criança morrendo de fome, nos braços de sua mãe,

pois eles só tinham pinhão cru para se alimentar.

Na selva contestada Rangeram os dentes dos homensbicho.



Que São João Maria proteja os pobres e oprimidos.



“O Povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

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