Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Poesia," Retrato do Absurdo",

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXVI.




Retrato do Absurdo



Subiu ao ar a espada de um soldado do Duque de Caxias,

Com a lâmina toda ensanguentada, pois acabou de cortar a barriga grávida, de uma camponesa.

Tombaram dois corpos, mãe e filho, unidos na vida e na morte,

Chorou um anjo que faleceu antes de nascer, ele era parte do povo excluído, que estava condenado.

Vinha a fumaça negra de um trem, escondendo essa cena horrenda,

Assim o martírio assassino dos molambentos, pelos feitores do Século XX,

a escravidão medonha mantinha-se selvagem, com a benção da igreja oficial da pátria da ordem e progresso.

Para os miseráveis continuavam existindo as correntes e os açoites

Esse era o retrato que ficou na parede neste século da catacumba ufanista.

As raposas tirânicas aplaudiram em banquetes reais,

Brindando com as taças de cristal, cheias de sangue caboclo,

Fartando-se da carne da gente do sertão contestado.

Deitavam-se os parasitas em dinheiro de papel, feito com a massa das araucárias devastadas.



“O Povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”

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