Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Poesia "Chico Alonso, O Guerreiro Menino"

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXV.




Chico Alonso, O Guerreiro Menino



“Nóis não matava e nem robava, apenas cuidava de nossos afazeres e plantava a terra. Mais veio o governo da repubrica e deu tudo para os estrangeros que mataram nossas muiéres e filhos. Nós agora tamo dispostos a fazê prevalece nossos direitos. Assinado comandante Chiquinho Alonso”.

Mensagem deixada quando os revoltosos atacaram e destruíram a serraria da Lumber, em Calmon, SC.



Nasceu maragato, morreu contestador.

Gritou aos quatro cantos, que o povo segregado também era gente.

A coragem foi sua fiel companheira.

Cordeiro que transformou-se em leão, para defender seu território.

Ponta da lança jagunça.

Comandou os injustiçados que resolveram fazer justiça pelas próprias mãos.

Estampava no semblante a certeza da missão.

Escreveu a história, com a tinta rubra de sangue.

Tombou combatendo na Colônia de Rio das Antas.

Foi o homem, ficou o exemplo.



• Francisco Alonso de Souza ou Chiquinho Alonso, com apenas dezessete anos foi um dos líderes dos sertanejos marginalizados, na Guerra do Contestado( 1912-1916).



“O Povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

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