Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXV.
Chico Alonso, O Guerreiro Menino
“Nóis não matava e nem robava, apenas cuidava de nossos afazeres e plantava a terra. Mais veio o governo da repubrica e deu tudo para os estrangeros que mataram nossas muiéres e filhos. Nós agora tamo dispostos a fazê prevalece nossos direitos. Assinado comandante Chiquinho Alonso”.
Mensagem deixada quando os revoltosos atacaram e destruíram a serraria da Lumber, em Calmon, SC.
Nasceu maragato, morreu contestador.
Gritou aos quatro cantos, que o povo segregado também era gente.
A coragem foi sua fiel companheira.
Cordeiro que transformou-se em leão, para defender seu território.
Ponta da lança jagunça.
Comandou os injustiçados que resolveram fazer justiça pelas próprias mãos.
Estampava no semblante a certeza da missão.
Escreveu a história, com a tinta rubra de sangue.
Tombou combatendo na Colônia de Rio das Antas.
Foi o homem, ficou o exemplo.
• Francisco Alonso de Souza ou Chiquinho Alonso, com apenas dezessete anos foi um dos líderes dos sertanejos marginalizados, na Guerra do Contestado( 1912-1916).
“O Povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
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