Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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domingo, 13 de outubro de 2013

"Os Pássaros da Agonia", poesia.

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XLII.




Os Pássaros da Agonia



Um quero-quero sobrevoou a floresta decapitada,



Sumiu a copa da araucária , o lugar do ninho, para o papagaio criar seus filhos.



O pardal sonhou com uma cidade santa, onde todos eram iguais, mas, acordou nas sectárias masmorras escravagistas,



Calou a voz da baitaca, por mais de um século,



Morreu de fome a gralha do sertão, que ficou sem o pinhão da vida,



Soltou um grito estridente de desespero, a araponga assustada com correntes em volta de seu pescoço,



as flores da injustiça o cuitelo. Negou-se a beijar.



para outra terra, migrou o canário desolado com tanta humilhação,



Ecoou o canto de morte, da fantasmagórica sungara,



Chorou lágrimas de dor, o sábiá, no velório campal,



Apenas ruínas restou da casa que o João-de-barro ergueu com muito sacrifício,



A andorinha que voava livre, agora está estendida, apodrecendo no chão contestado,



A pombinha da paz têm todo o corpo manchado de sangue dos inocentes,



Só se ouve o riso da águia americana com seu egoísmo hipócrita.

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