Mo Salão Do Pegacria
Deixo atado o meu pingo companheiro
Adentrando na sala, cumprimentando o porteiro
Dou de mão na aba do meu chapéu
Mostrando minha educação, mesmo lá sendo um bordel
No fundo fala uma velhota, o guasca é de fora
Deve ser pelo meu traje de gaúcho e o rangido de minha espora
Não me faço de rogado
Com uma morena danço um xote afigurado
Se alguma china, me fizer uma desfeita de dar um carão
Pergunto prá ela porque foi no bailão
No balcão faço um risco de faca
Pois a cerveja está quente, igual a mijo de vaca
Como um bezerro desmamado, a cordeona berra
Fazendo a alegria da indiada, aqui na serra
Quando comer algo, me der vontade
Compro uma galinha assada e divido com meu compadre
Depois de fandanguear a noite inteira
Levo no lombo do meu cavalo, uma prenda faceira
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