Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012



Campeirismo de Um Coração

Sou Taura guapo, um biriva que agüenta o repuxo
Dono de coração aporreado, que têm o vivente Gaúcho

Recebo um amigo, em um abraço bem sinchado
com uma cuia de mate bem cevado

Corto o vento minuano, na lida crinuda
Com a égua bragada, campeando a gadaria, me dando preciosa ajuda

Carneio as malevas da alma e toso a idéia cascurrenta
Lavando o rosto, com muita água benta

Levo prá minha piazada, uns caramelos na guiaca
Na bodega do Tio João, compro um galo índio e um casal de baitaca

Asso a costela gorda, na invernada do Campo Alto
Na Estância da Tradição, que fica na beira do asfalto

Após um longo dia de marcação
Deito meu corpo nos pelegos, que estendo no chão

Me entreto com uma carreirada boenacha
Estampando lenço, camisa, chapéu, botas e uma longa bombacha

Ginete mais rápido que esta terra já viu
Dançando com a prenda amada, vanera,
Rancheira, xote, valsa e bugiu

Da gibeira tiro meu relógio sete dias
Prá ver se está na hora de rezar umas ave Marias

Quando me ronda a dor e o sufoco
Espanto tocando uma marca na gaita de oito soco

Tiro o meu sustento, do laço de doze braças
Agradeço a Deus, por ter me concedido tantas graças

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