Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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domingo, 17 de março de 2013

A Guerra da Fé

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”; Parte XIX.




Guerra da Fé



Três profetas peregrinos anunciaram,

O sertão vai virar um inferno.



Sendo martirizado o último deles,

Na luta contra os soldados do poder.



A convicção religiosa foi a cola,

Que uniu a gente massacrada.



Seria a cruz uma espada enterrada,

No coração da gente cabocla.



Para enfrentar os inimigos,

O povo santo formou o exército encantado de São Sebastião.



veio A sacerdotiza-menina, a pombinha branca,

Para guiar a multidão dos pelados.



Fez-se das procissões desvairadas,

Manobras militares, nos redutos de extermínio.



Em orações infinitas, entorpeciam-se as pessoas,

que foram Brutalmente achincalhadas em todos os seus direitos.



Jorrou o sangue de milhares de pobres almas,

Ofertado ao deus de nome, poder.



A fome foi penitência que purificou o pecado original,

Que devorou a vergonha e o caráter dos subversivos de gravata e farda.



Ouviu-se a trombeta do juízo final,

Quando as rajadas das metralhadoras, aniquilavam aqueles que levantaram a bandeira da esperança.



O flagelo do Diabo engoliu os filhos de Deus,

Com a insanidade perversa.



As águas do céu lavaram a podridão da escravatura humana,

Escorrendo-as todas nas artérias fluviais da terra proibida.



Após cem anos, O chão profanado, ainda veste luto,

Em honra dos que tombaram no solo sagrado,

Combatendo com as armas que tinham, que eram: a fé e a coragem. Para construir um mundo digno as futuras gerações.

“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

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