As Mulheres da Cidade
Por: Almir Visconde.
É passarela, a Avenida Nereu Ramos, para a Boneca Cobiçada.
A fé inabalável da Irmã Irene, no futuro dessa gente.
Missteriosa e simpática, a jovem Eliane.
A baliza do charme, que estuda no Colégio Custódio Campos.
A boia-fria, no barracão da vida, separando o joio do trigo.
Lá vem a Tieta da serra acima.
A dama de pouca sorte, no bordel do trevo do amor.
A prenda faceira que dança uma valsa, no Clube 1# de Janeiro.
A benzedeira das mil orações, a Dona Júlia.
O sorriso farto da morena de olhos azuis, na pista da Paiol DiscoNight.
A noiva da Serra do Espigão, esperando o próximo caminhão.
A moça da vila, na domingueira do Pinheirão.
A velha Maria Rosa, relembrando o tempo dos redutos caboclos.
A música divina tocada pela santa e bela Cecília.
• Qualquer coincidência ou semelhança, não é mero acaso, são constatações sobre as mulheres cecilienses.
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