Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XX.
Voo da Morte
Foi o filho bastardo de Santos Dumont, o avião militar,
Que sobrevoaria os ares do sertão, à mando da prepotência oficial,
Para vigiar e bombardear, a irmandade selvagem da nação prostituta,
Debutava a infâmia aérea no continente escravo.
Do norte foram mandadas cinco aeronaves, mas três arderam em chamas, no transporte férreo.
Veio Um ancestral germânico do Barão Vermelho, para ser o cocheiro da carroça aeronáutica.
O campo de aviação de Rio Caçador foi o lugar da catapulta mortal.
Tremeu o chão por onde passou, com seu ronco absurdo.
Ao invés dele massacrar os inocentes, foi tragado como uma geringonça bélica.
Sangrou o corpo do aviador mercenário que tombou diante de uma araucária mutilada.
Este pássaro carniceiro, foi abatido pela inclemência divina.
Março de 1915, em missão de reconhecimento , o Coronel alemão Ricardo Kirk teve uma pane em seu avião, próximo à Porto União, tentou um pouso forçado, mas acabou batendo em uma árvore, morrendo instantaneamente.
“O Povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
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