Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXXVI.
A Guerra
A indecência emudeceu a vida,
da erva-mate decepou as folhas,
que nutria a terra da Menina Santa
veio ela afrontada pelo atrevimento hostil,
navegou no rio da indignação , com o coração cheio de ódio,
a valente guerreira da araucária
clamou a bandeira da esperança jagunça,
ergueu-se a voz da mãe da guerra,
juntou as pedras do chão, para armar-se,
em seu abrigo acolheu as ovelhas perdidas,
lambeu as feridas abertas dos heróis desconhecidos,
atrás do semblante moreno do sertanejo,
estava estampada a sua sentença de morte,
El sangre bugre o veneno da ingenuidade cabocla,
As bocas do silêncio abissal,
O protótipo do selvagem ameríndio,
Com lanças nas mãos defenderiam o seu habitat do inimigo,
Uniram-se milhares de miseráveis, execrados,
Povo pelado, gente errante,
Que obedeciam à mensagem do profeta peregrino,
Que decifrou os sofrimentos dos campesino angustiados,
Tremeu a noite e o dia,
Nas explosões mortíferas causadas pelo demônio peludo,
Desceu as trevas nas serras, rios, campos e redutos quando chegou a besta encarniçada,
Rugiram mais de sete mil leões vorazes,
Espalharam soda caustica no vale da morte,
Continua infinitamente a louvação dos desgraçados da pátria.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
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