Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"A Guerra" Poesia

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXXVI.






A Guerra





A indecência emudeceu a vida,

da erva-mate decepou as folhas,

que nutria a terra da Menina Santa

veio ela afrontada pelo atrevimento hostil,

navegou no rio da indignação , com o coração cheio de ódio,

a valente guerreira da araucária

clamou a bandeira da esperança jagunça,

ergueu-se a voz da mãe da guerra,

juntou as pedras do chão, para armar-se,

em seu abrigo acolheu as ovelhas perdidas,

lambeu as feridas abertas dos heróis desconhecidos,



atrás do semblante moreno do sertanejo,

estava estampada a sua sentença de morte,

El sangre bugre o veneno da ingenuidade cabocla,

As bocas do silêncio abissal,

O protótipo do selvagem ameríndio,

Com lanças nas mãos defenderiam o seu habitat do inimigo,

Uniram-se milhares de miseráveis, execrados,

Povo pelado, gente errante,

Que obedeciam à mensagem do profeta peregrino,

Que decifrou os sofrimentos dos campesino angustiados,



Tremeu a noite e o dia,

Nas explosões mortíferas causadas pelo demônio peludo,

Desceu as trevas nas serras, rios, campos e redutos quando chegou a besta encarniçada,

Rugiram mais de sete mil leões vorazes,

Espalharam soda caustica no vale da morte,

Continua infinitamente a louvação dos desgraçados da pátria.



“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

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