Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXXVIII.
Os Doze Pares do Sertão
doze apóstolos do exército encantado,
a elite da tropa cor de cuia,
eram homens corajosos, fortes, exímios no uso de armas, fiéis e guiados pela similitude da fé,
a guarda real da monarquia celeste,
os paladinos da quimera jagunça,
tinham como lema: lutar até morrer, se preciso for,
rasgaram toda mataria da terra esquecida,
com suas lanças em riste, andavam em seus cavalos de fogo,
brilhavam seus facões, eram sóis iluminando a noite maquiavélica,
cortavam as línguas, daqueles que impediam a clareza da verdade,
gritavam com seus corações, com a unicidade sertaneja:
- Viva São João Maria!
• Foi José Maria, que era o líder espiritual da região contestada, que criou os Doze Pares, influenciado pelas histórias do Rei Carlos Magno da França, que tinha os Doze Pares, para lhe protegerem.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
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