Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXX.
Comandante Wolland*
Veio como gralha branca das terras do norte,
A flecha incendiária trazido pelo mar,
Cruzou as florestas, os rios e cidades do sertão meridional.
Fazendo o retrato fantasmagórico do novo mundo
Onde a angustia era grande.
O deus da cobiça oprimia o povo
A discórdia pôs um muro, cercando os sertanejos humildes,
Foi quando a ave sem destino resolveu pousar no terreno insólito,
Para lutar junto ao exército encantado
Da sua boca saíram as normas rígidas que organizariam os pelados
Inteligente e corajoso eram as qualidades que possuía, por isto era comandante.
Nomeado pela própria Menina Santa
Até os verdugos vaqueanos temiam esse espinhento rebelde
Correu a fama de harpia sanguinária que destroçava seus inimigos
No seu rastro, Transformou noite em dias, iluminando o céu com o fogo da guerra.
Com Seus olhos azuis viu as trevas da morte aproximando-se da gente contestada
Subiu na copa de uma araucária, para gritar a visão que teve, mas ninguém lhe ouviu,
A perfídia tomou conta do seu coração
Desferiu golpes da adaga da covardia, nas costas da Irmandade.
• Henrique Wolland ou “Alemãozinho”, como era conhecido. Foi um dos grandes líderes da revolta popular.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
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