Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

"O Sonho" Poesia

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XLVIII.




O Sonho





“Quem têm mói, quem não têm móis também”.

Frase dos rebeldes





no século dos homems-lobo,



as palavras dos profetas foram fermento,



A fé resuscitou nas bocas cansadas,



Cansadas de lamber as pedras da submissão.



Ergueram a bandeira com a cruz de São Sebastião,



A cidade santa de Taquaruçú, era o Jardim do Éden do sertão,



a sociedade igualitária, no país da injustiça social.



Assim foi a fonte quimérica dos explorados



Lá Desceu a sombra dos espinhos dos coronéis pestilentos.



A grande taquara surrou os sonhos, daqueles que nos seus braços viviam.



Fumegou os bravos de pé-no-chão, pisoteados pelos coturnos da morte.



A cruz pelada virou assunto maldito na republiqueta de araque.



Seres humanos que levam na fronte, a insígnia da escravidão secular.



o vento que testemunhou os fatos, teima em assoprar por aí a história da luta do povo contestado.



“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

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