Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XLVIII.
O Sonho
“Quem têm mói, quem não têm móis também”.
Frase dos rebeldes
no século dos homems-lobo,
as palavras dos profetas foram fermento,
A fé resuscitou nas bocas cansadas,
Cansadas de lamber as pedras da submissão.
Ergueram a bandeira com a cruz de São Sebastião,
A cidade santa de Taquaruçú, era o Jardim do Éden do sertão,
a sociedade igualitária, no país da injustiça social.
Assim foi a fonte quimérica dos explorados
Lá Desceu a sombra dos espinhos dos coronéis pestilentos.
A grande taquara surrou os sonhos, daqueles que nos seus braços viviam.
Fumegou os bravos de pé-no-chão, pisoteados pelos coturnos da morte.
A cruz pelada virou assunto maldito na republiqueta de araque.
Seres humanos que levam na fronte, a insígnia da escravidão secular.
o vento que testemunhou os fatos, teima em assoprar por aí a história da luta do povo contestado.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
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