Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"Miséria de um Século" Poesia.

Série “Guerra do Contestado – Cem anos de luta de um povo”. Parte XLV.






Miséria de Um Século



a serpente da modernidade picou , a ganância inescrupulosa,



levando a araucária, o cálice de madeira, à tombar, derramando o sangue da igualdade.



Era a corda asfixiante, em volta do pescoço da gente excluída,



Mestiço, índio, branco, negro, todos os sertanejos pelados.



Virou pedra o pão na boca dos desdentados da nação espúria.



Vingou a praga onde a terra falava outros idiomas.



Rostos amarantados pelo flagelo da fome secular.



Arderam os corpos , no inferno meridional.



Subiu o picumã das chaminés, que enegreceu o céu.



Exalou no ar, o cheiro fétido nas águas danosas, das veias hidrográficas.



Recebeu convite da penúria os enxotados molambentos,



Era a mortalha viva de gerações prostradas.



As lágrimas encharcaram a terra contestada.



Ouviram-se os gritos dos carcarás patrulhando os destroçados.





“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

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