Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Poesia, "Adeodato Ramos, OJagunço Maldito".

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXIV.




Adeodato Ramos, O Jagunço Maldito



Ditou sua lei de carrasco dos sertanejos,

Zombou da desgraça com sua risada maligna,

Degolou mais do que mil facas,

Quebrou a ligação entre a fé e a guerra,

Assassinou dezenas de homens, que boiaram nas águas do Rio Santa Maria,

Infectou o ar, com o cheiro fétido da carniça,

Tomou o vinho tinto de sangue dos miseráveis,

Olhou com os olhos de ave de rapina,

Trovou com o Diabo, proferindo palavras insanas,

Liderou a marcha de sua gente, rumo ao inferno,

Condenou à morte, os que queriam viver,

Manchou a bandeira de São Sebastião, com a nódoa da barbárie,

Estraçalhou a dignidade pelada, com sua devassidão carnal,

Gritou na noite, como um pássaro agourento,

Segurou as barras da cela como se estas fossem daionetas encravadas no seu peito,

Tombou “O Flagelo de Deus”, numa armadilha sórdida da covardia, iguais a muitas que fizera.



• Adeodato Manuel Ramos, “Liodato”, como ficou conhecido pelos caboclos da região contestada, nasceu em São José do Cerrito, quando este era distrito de Lages, Santa Catarina. Adeodato foi o último dos chefes dos rebeldes campesinos. Foi preso e mandado para Florianópolis, onde foi brutalmente assassinado pelo diretor da cadeia à mando dos coronéis estaduais.

“O Povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

Um comentário:

  1. Pena que o Almir não estudou a história direito, e o que ele chama de Jagunço Maldito, nos chamamos de Herói Bendito, num mundo dominado pela elite, teve a coragem de lutar.

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