Coração de Uma Índia
Da tribo caigangue, que habita a serra catarinense
Essência Feminina da mulher bugra”
Filha da lua e amiga do sol
Que cobre a sua cabana, com grimpas do pinheiro
Companheira de um valente guerreiro
Flor morena da mata nativa
Trança a taquara, formando cestos, balaios e peneiras
Faz suas panelas e potes, com o barro do leito do Rio Correntes
Junta pinhão, derrubado pelo vento de inverno
Carrega seus filhos, dentro de cestos forrados com barba de velho e uma tira que fixa na testa
semeia a roça de milho, pois este alimento é divino
Na colheita é feito um puxirum”(putirum), onde toda a aldeia participa
tira os favos de mel, de abelhas silvestres
Bebe a infusão do caá”(erva-mate), para espantar o frio
Cozinha pacas. Veados, antas e bugios
Divide tudo com a aldeia inteira
pinta o corpo, nas celebrações religiosas
Tudo isto ficou no passado, porque toda a aldeia desta índia,
Foi exterminada pelos brancos e só ficou lembrança Mo coração dela, ainda têm de viver com um dos homens que arrasaram sua gente.
Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
" Causo do Cemitério "
Causo do Cemitério
Há tempos atrás, dois rapazotes, numa noite escura e fria, com muita garoa, saíram furtar, quer dizer roubar, e conseguiram tirar de uma casa, um enorme saco de pinhões, tinha muitos quilos do fruto . No Caminho.passavam defronte o cemitério da cidade, que a essa hora estava totalmente as escuras e era um lugar seguro, para quem queria esconder algo, então veio a idéia dos ladrõezinhos, de escalarem o muro, para dividirem o saco, seria bem repartido. Quando pularam o muro, deixaram cair, dois pinhões, que rolaram ladeira abaixo, mas os meninos, começaram a separar os pinhões, era um prá você, outro para mim,assim prosseguiu aquilo.
Um bêbado passava por ali, pois estava se escorando no muro, ouvindo a partilha,ficou assustado com que ouviu, era o fim do mundo; Deus e o diabo; estavam dividindo as almas dos mortos. Decidiu ir atrás da policia, para contar o caso. A delegacia fica próxima do cemitério, estavam apenas dois policiais de plantão; lá chegou o homem que escutou o acontecido, de tanto insistir, um dos policiais foi ver o que houve. Chegando lá também escutou, vozes que viam de dentro do cemitério, que dizia, um para você , outro para mim,o policial também ficou assustado com aquilo; de repente terminaram a contagem, lá dentro, e disseram, que somente faltavam os dois, que estavam lá do outro lado do muro.; Mem bem acabaram de falar isto, o policial e o bêbado, saíram correndo, imaginando que eram eles e não os pinhões, que tinham Caído quando os rapazotes pularam o muro.
Há tempos atrás, dois rapazotes, numa noite escura e fria, com muita garoa, saíram furtar, quer dizer roubar, e conseguiram tirar de uma casa, um enorme saco de pinhões, tinha muitos quilos do fruto . No Caminho.passavam defronte o cemitério da cidade, que a essa hora estava totalmente as escuras e era um lugar seguro, para quem queria esconder algo, então veio a idéia dos ladrõezinhos, de escalarem o muro, para dividirem o saco, seria bem repartido. Quando pularam o muro, deixaram cair, dois pinhões, que rolaram ladeira abaixo, mas os meninos, começaram a separar os pinhões, era um prá você, outro para mim,assim prosseguiu aquilo.
Um bêbado passava por ali, pois estava se escorando no muro, ouvindo a partilha,ficou assustado com que ouviu, era o fim do mundo; Deus e o diabo; estavam dividindo as almas dos mortos. Decidiu ir atrás da policia, para contar o caso. A delegacia fica próxima do cemitério, estavam apenas dois policiais de plantão; lá chegou o homem que escutou o acontecido, de tanto insistir, um dos policiais foi ver o que houve. Chegando lá também escutou, vozes que viam de dentro do cemitério, que dizia, um para você , outro para mim,o policial também ficou assustado com aquilo; de repente terminaram a contagem, lá dentro, e disseram, que somente faltavam os dois, que estavam lá do outro lado do muro.; Mem bem acabaram de falar isto, o policial e o bêbado, saíram correndo, imaginando que eram eles e não os pinhões, que tinham Caído quando os rapazotes pularam o muro.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
"Santa Cecília do Rio Correntes"
Santa Cecília do Rio Correntes
Pedaço do mundo, em meio à mata das araucárias
Mescla de todas as raças, formando os homens desta terra
Semente que brotou, semeada neste chão
As águas que aqui escorrem, é a vida natural dado por Deus
É a algazarra dos papagaios, ”tirivas e gralhas, fazendo farra do pinhão
Suas luzes, ao longe iluminam as serras
Soa uma música de esperança, tocada pelo vento minuano
É a conquista de jagunços valentes
É o galpão divino, para abrigar o rebanho em meio à tempestade
É a pedra-ferro, no coração ceciliense
Como um carrapicho, o abraço sincero de uma amizade por aqui
É o estalo do laço, nos campos de lida bravia
É a fé, de muitas preces feitas pelas mãos calejadas deste povo
É a certeza de que colheremos muitos frutos,
Desta árvore chamada de Santa Cecília do Rio Correntes
Pedaço do mundo, em meio à mata das araucárias
Mescla de todas as raças, formando os homens desta terra
Semente que brotou, semeada neste chão
As águas que aqui escorrem, é a vida natural dado por Deus
É a algazarra dos papagaios, ”tirivas e gralhas, fazendo farra do pinhão
Suas luzes, ao longe iluminam as serras
Soa uma música de esperança, tocada pelo vento minuano
É a conquista de jagunços valentes
É o galpão divino, para abrigar o rebanho em meio à tempestade
É a pedra-ferro, no coração ceciliense
Como um carrapicho, o abraço sincero de uma amizade por aqui
É o estalo do laço, nos campos de lida bravia
É a fé, de muitas preces feitas pelas mãos calejadas deste povo
É a certeza de que colheremos muitos frutos,
Desta árvore chamada de Santa Cecília do Rio Correntes
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Retrato de uma Fotografia
Retrato de uma fotografia
Era dia sete de setembro, dia da independência do nosso país, realizando-se em todas as cidades desfiles comemorativos,em honra a nação, que era governado por militares, que adoravam patriotismo exacerbado.
Na pequena e pacata cidade,de Santa Cecília,no estado de Santa Catarina,não era diferente,todo ano,na avenida Nereu Ramos,se fazia um desfile, homenageando a pátria-mãe.
Foi na manhã fria. pois ainda era inverno,no dia sete de setembro, do ano de 78, mas não impedia de usarem roupas curtas,importante era estar caracterizado como tinha de mostrar para o povo todo,que se aglomerava,para assistir o desfile.
O calçamento de paralelepípedos, da via principal,daquela cidadela,de quinze mil almas, pois eram brasileiros.
Na frente de todos, a porta-bandeira,a filha do prefeito,mostrando sua beleza,exibindo um sorriso matreiro,de menina-moça que era.Atrás dela, vinham os rapazes secundaristas, do Colégio Comercial Custódio Campos,que tinham um semblante jovial, de coragem de serem, o futuro que terão; estavam perfilados em forma decrescente.
No outro bloco,estavam as alunas,do mesmo colégio secundarista,mostravam que estavam abrindo caminho para as mulheres,que ansiavam por espaços,iguais a este,mostrando seu valor.
Na baixada da rua, via-se a fanfarra,ditando o passo,para todos marcharem no mesmo ritmo,era a menina dos olhos,de seu professor-maestro que lhe conduzia.
Ao longe, estavam os alunos da Escola Básica “Irmã Irene”, trazendo vários blocos dos seus estudantes sendo naquele momento, a escola maior dentro da cidade, tendo sua organização desemvolvida, pelo seu diretor.
Esse momento, ficará sempre guardado na memória, de quem um dia, verá esta foto, que guardo dentro de um livro chamado saudades, de um tempo, que deixou lembrança, pois somos capazes de tornar belo, uma parte da nossa história
Esta é a graça da vida, pintar de verde-amarelo,tudo que estiver cinza..
Era dia sete de setembro, dia da independência do nosso país, realizando-se em todas as cidades desfiles comemorativos,em honra a nação, que era governado por militares, que adoravam patriotismo exacerbado.
Na pequena e pacata cidade,de Santa Cecília,no estado de Santa Catarina,não era diferente,todo ano,na avenida Nereu Ramos,se fazia um desfile, homenageando a pátria-mãe.
Foi na manhã fria. pois ainda era inverno,no dia sete de setembro, do ano de 78, mas não impedia de usarem roupas curtas,importante era estar caracterizado como tinha de mostrar para o povo todo,que se aglomerava,para assistir o desfile.
O calçamento de paralelepípedos, da via principal,daquela cidadela,de quinze mil almas, pois eram brasileiros.
Na frente de todos, a porta-bandeira,a filha do prefeito,mostrando sua beleza,exibindo um sorriso matreiro,de menina-moça que era.Atrás dela, vinham os rapazes secundaristas, do Colégio Comercial Custódio Campos,que tinham um semblante jovial, de coragem de serem, o futuro que terão; estavam perfilados em forma decrescente.
No outro bloco,estavam as alunas,do mesmo colégio secundarista,mostravam que estavam abrindo caminho para as mulheres,que ansiavam por espaços,iguais a este,mostrando seu valor.
Na baixada da rua, via-se a fanfarra,ditando o passo,para todos marcharem no mesmo ritmo,era a menina dos olhos,de seu professor-maestro que lhe conduzia.
Ao longe, estavam os alunos da Escola Básica “Irmã Irene”, trazendo vários blocos dos seus estudantes sendo naquele momento, a escola maior dentro da cidade, tendo sua organização desemvolvida, pelo seu diretor.
Esse momento, ficará sempre guardado na memória, de quem um dia, verá esta foto, que guardo dentro de um livro chamado saudades, de um tempo, que deixou lembrança, pois somos capazes de tornar belo, uma parte da nossa história
Esta é a graça da vida, pintar de verde-amarelo,tudo que estiver cinza..
Assinar:
Postagens (Atom)