Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Terra Caragoatá

Série "Guerra do Contestado - Cem Anos de luta de um povo" Parte IX

Terra Caragoatá

vegetal espinhento e nome de reduto, oCaragoatá . Este povoado era o mais organizado de todos
seus espinhos feririam aqueles que ousassem os moradores do lugar santo.
Era no alto da Serra do Espigão, onde a névoa escondia os desgraçados do mundo.
um degrau, na escadaria que levaria ao céu, os devotos de São Sebastião.
Foi capital do reino dos caboclos pelados.
Da menina santa, a rainha-súdita, provinha às leis, que regia o lugar.
Chão abençoado, para milhares de miseráveis filhos de Deus.
No verde das taquaras trançadas dos casebres, estava a esperança dos iludidos.
Erguia-se uma muralha natural formada por um pelotão de araucárias, iguais a soldados com lanças em riste, em suas copas.
Ali em coro, a irmandade,com resas constantes,aliviava os trágicos destinos dos discriminados.
A mata virou praça de guerra, quando o exército peludo, quis invadir o povoamento rebelde.
O céu virou inferno, verteu a febre tifoide, que ardeu em muita gente e ceifou centenas de pessoas.
O silêncio da noite foi companheiro, aos que rumaram para outros destinos.
Restou a procissão de fantasmas agonizantes que exibem seus corpos dilacerados , entoando uma canção de morte, que persiste há um século.

• Reduto de Caragoatá ( hoje município de Lebon Régis, SC), foi na Guerra do Contestado(1912-1916), um dos locais de concentração dos rebeldes, contou com mais de seis mil homens. Foi lá que se deu início para o enfrentamento contras forças militares, que viessem atacar a Irmandade cabocla.

“O Povo que não cultua sua história, nunca vai merecer importância alguma”.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Calmon Arde em Chamas

Série “Guerra do Contestado – Cem anos de luta de um povo” Parte VIII.


Calmon arde em chamas.

Habitava em Calmon, um dos dois dragões americanos engolidores das florestas nativas, que eram abastecido por trem
ele estraçalhava quem estivesse atrapalhando seu caminho
Disseminou a dor e o flagelo ao povo sofrido, de toda a região.
O ódio cristalizou-se nas palavras dessa gente massacrada pela ganância espúria.
A violência instalou-se na vida desse povo humilde,
foram transformados em cordeiros que agora, queriam beber o sangue dos lobos assassinos.
Só restava a eles morrer lutando pela dignidade.
Seguiram trezentas pessoas, entre mulheres e homens, destruir esse monstro peludo.
A palavra de ordem era mortífera, acabar com os gringos e incendiar tudo o que encontrassem.
Quando chegaram ao local, a vingança foi estendida naquele chão,
Relampejaram os facões, refletindo o sol pérfido da morte.
Como as pontas afiadas das grimpas das araucárias, espetaram os corações dos intrusos do norte.
Ecoaram tiros, os estampidos do confronto absurdo entre seres da mesma espécie.
Mataram, saquearam e queimaram a colossal serraria dos estrangeiros, que ardeu como um grande fogo de nó.
Mancharam-se todas as flores de vermelho,com os corpos dilacerados sobre elas.
Noutro dia, foi um banquete para as aves de rapina, que se deliciavam, com a carne branca dos capitalistas.

Em 5 de Setembro de 1914, na localidade de Calmon, onde ficava uma das serrarias da Lumber, de propriedade americana, que detinha a permissão do governo federal de explorar toda a madeira e as tterras da região. Um grupo de rebeldes, liderados por um jovem de dezessete anos, Chico Alonso, que atacaram o local, assassinando várias pessoas e ateando fogo nas construções do lugar.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sao Joao Maria de Jesul

Série “Guerra do Contestado – Cem anos de luta de um povo”. Parte VII

João Maria de Jesus

Veio do Oriente, o monge cristão.
Jesuíta por devoção ao mestre do amor
Tinha Barba cerrada, igual às matas,da vastidão verde da serra
Semelhante à pinhões de araucárias,
as palavras saíam de sua boca, para alimentar as almas desamparadas.
chão de terra, era sua cama e o céu o seu teto para passar suas noites
humilde, semelhante aos irmãos sertanejos.
a simplicidade de suas vestimentas contrastavam com a riqueza do seu espírito elevado
tinha o olhar intenso e profundo, um semblante de alguém dotado de um brilho divino.
O anjo andante, que aliviou a dor de muita gente, com suas rezas, infusões de ervas e com conselhos espirituais.
Plantou a semente da liberdade, aos filhos de Deus.
Num raio de luz, ,quando meditava no Morro do Taió, retornou ao céu eterno.

São João Maria de Jesus ou Atanás Marcaf, proveniente da Turquia, foi o segundo dos três monges. Perambulou pelo interior da região sul do Brasil, no final do século 19 e início do século 20, por sua semelhança com o primeiro monge João Maria, seus seguidores pensavam ser este a mesma pessoa, que teria reaparecido, para eles.