Série “Guerra do Contestado –- Cem Anos de luta de um povo”. Parte XL.
O Silêncio
O silêncio
Do chão pelado, sem a mata devastada.
O silêncio
Das gargantas cortadas pelos traidores da pátria verde-amarela.
O silêncio
Das cinzas, dos filhos de Deus que foram incinerados.
O silêncio
Da cruz solitária, chorando por aqueles que acreditaram que a bandeira venceria o canhão.
O silêncio
Da ovelha ensanguentada, na chacina que vitimou seus irmãos.
O silêncio
Da fumaça que levantava das palafitas incendiadas dos redutos.
O silêncio
Do peixe das escamas de chumbo, que devorou o herói desconhecido.
O silêncio
Das sombras, que se esconderam na negritude da vergonha.
O silêncio
Do espinho encravado no coração da gente humilhada.
O silêncio
Da vida, que perdeu o confronto, ficando sem o direito da liberdade.
O silêncio
Da cela que aprisionou o guerreiro sertanejo.
O silêncio
Do céu enlutado, encoberto com nuvens escuras.
O silêncio
Do livro que traz toda a história contestada, que está envolto em poeira do descaso oficial.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
"De São Paulo ao Corisco", Poesia
De São Paulo ao Corisco
Por Almir Visconde
Da província paulista para o
sul brasileiro,
Vieram famílias biribas em
busca da seara bendita,
Uns traziam poucas coisas,
outros tinham até escravos, pois isso foi antes da Lei Áurea,
Subiram o espigão da Serra
Geral, através da Estrada da Mata,
Ergueram casas de madeira e
também habitações de taquaras,
Derrubaram florestas de
araucárias, para plantarem suas roças,
Falavam o idioma português com
sotaque caipira,
Professavam a fé católica, com
uma visão profética do mundo,
O vento minuano bailou com a
moda de suas violas,
A fumaça de seus cigarros
palheiros cruzaram os carreiros, levando as boiadas,
O café que tomavam e o feijão
que comiam eram feito no modo tropeiro,
Rangeu o braço do mujôlo,
moendo milho, para fazer quirera e canjica,
Charque e carne de porco que
era mantida nas latas de banha davam a força que eles precisavam todos os dias,
Enchiam os cargueiros que
colocavam em mulas e iam trocar por mercadorias que precisavam em outras
cidades,
Um surto de tifo afugentou
alguns, mas a maioria aqui ficou, pois estavam enraizados nesta terra,
Foram caboclos que construíram
parte da história,
Trouxeram
a benção do Senhor Bom Jesus de Iguape os filho de Santa Cecília.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
"A Encomendação Brutal", Poesia.
Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXXIX.
A Encomendação Brutal
O novo chegou subido em cima do trem escroto,
O povo ficou cabisbaixo diante do besouro de fogo,
Que com sua fumaça, escrevia uma história horripilante,
A vela da extrema-unção da gente peluda,
Feiticeiros ianques davam estalos com a matraca diabólica,
Chicoteavam seus escravos, para estender o tapete de ferro,
O pirata Farquhar ria e tocava o banjo da destruição,
O gemido do ouriço saía da boca do homem sertanejo,
Despejava o sangue, em sacrifício ao deus da morte,
A terra meridional foi o local da Via Crucis da selvageria insensata,
o Paraíso virou inferno,
O solo fértil serviu de mortalha, para esconder os frutos do massacre bestial.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
A Encomendação Brutal
O novo chegou subido em cima do trem escroto,
O povo ficou cabisbaixo diante do besouro de fogo,
Que com sua fumaça, escrevia uma história horripilante,
A vela da extrema-unção da gente peluda,
Feiticeiros ianques davam estalos com a matraca diabólica,
Chicoteavam seus escravos, para estender o tapete de ferro,
O pirata Farquhar ria e tocava o banjo da destruição,
O gemido do ouriço saía da boca do homem sertanejo,
Despejava o sangue, em sacrifício ao deus da morte,
A terra meridional foi o local da Via Crucis da selvageria insensata,
o Paraíso virou inferno,
O solo fértil serviu de mortalha, para esconder os frutos do massacre bestial.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
A Sucurí de Lebon Régis - Conto
A Sucuri de Lebon Régis*
Por Almir Visconde
É 2013 que por coincidência, dizem os supersticiosos, um ano de mau agouro, onde o azar anda solto por aí; portanto muito sal grosso, bastante vela benzida, chá de vassourinha, galho de arruda e reza forte todos os dias, para afastar os espíritos malignos.
No município catarinense de Lebon Régis, a terra dos caraguatás, onde em seu chão, já aconteceu muita coisa ruim, inclusive o conflito entre camponeses e os poderes públicos, por causa de interesses contrários. Ficando por lá muita maldição devido às malvadezas e atrocidades comtra o povo.
Nalocalidade interiorana, no Rio dos Patos( onde a população faz seu lazer de fim-de-semana), foi avistado recentemente por muitas pessoas, uma enorme serpente,com mais de cinco metros de comprimento; ela é do tipo sucuri, a monstruosa anaconda lebonregiana, inclusive já atacou e deglutiu um animal de um fazendeiro, que garante, o réptil é perigoso.
Anotíciia do fato correu o mundo, chegando até uma emissora de TV, que mandou uma equipe de reportagem para entrevistar os moradores locais e conferir im loco a veracidade da história. Todos foram categóricos em afirmar a aparição e que até os bombeiros já vasculharam à área. Mas nada encontraram. Dizem as más línguas, que alguém de péssimo gosto, importou a cobra e colocou nas águas ribeirinhas.O nome desta persona nom grata, ainda é um mistério.
Como profetizava São João Maria:
- No fim dos tempos vão acontecer coisas que ninguém viu antes.
• Lebon Régis, nome dado ao município em homenagem ao coronel de exército, Gustavo Lebon Régis, que combateu os sertanejos da região, na sangrenta Guerra do Contestado.
Por Almir Visconde
É 2013 que por coincidência, dizem os supersticiosos, um ano de mau agouro, onde o azar anda solto por aí; portanto muito sal grosso, bastante vela benzida, chá de vassourinha, galho de arruda e reza forte todos os dias, para afastar os espíritos malignos.
No município catarinense de Lebon Régis, a terra dos caraguatás, onde em seu chão, já aconteceu muita coisa ruim, inclusive o conflito entre camponeses e os poderes públicos, por causa de interesses contrários. Ficando por lá muita maldição devido às malvadezas e atrocidades comtra o povo.
Nalocalidade interiorana, no Rio dos Patos( onde a população faz seu lazer de fim-de-semana), foi avistado recentemente por muitas pessoas, uma enorme serpente,com mais de cinco metros de comprimento; ela é do tipo sucuri, a monstruosa anaconda lebonregiana, inclusive já atacou e deglutiu um animal de um fazendeiro, que garante, o réptil é perigoso.
Anotíciia do fato correu o mundo, chegando até uma emissora de TV, que mandou uma equipe de reportagem para entrevistar os moradores locais e conferir im loco a veracidade da história. Todos foram categóricos em afirmar a aparição e que até os bombeiros já vasculharam à área. Mas nada encontraram. Dizem as más línguas, que alguém de péssimo gosto, importou a cobra e colocou nas águas ribeirinhas.O nome desta persona nom grata, ainda é um mistério.
Como profetizava São João Maria:
- No fim dos tempos vão acontecer coisas que ninguém viu antes.
• Lebon Régis, nome dado ao município em homenagem ao coronel de exército, Gustavo Lebon Régis, que combateu os sertanejos da região, na sangrenta Guerra do Contestado.
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