Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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domingo, 11 de março de 2012


A Carroça

Está encostada, no fundo da alma campeira

Aquela que foi um dia a melhor companheira

Servia de condução a família inteira

Se nascia uma criança, ela trazia parteira

A égua bragada puxava-a, pois era muito ligeira

Pulava igual à menina nova, quando está faceira

Não se entregava, nem diante da maior aguaceira

lôdo, pedra, pau, ia cortando qualquer barreira

Em dias de verão, fazia dupla com o sabiá-laranjeira

Quando passava, na sombra de uma goiabeira

Trazia da bodega do Tio Amândio, as compras da semana inteira

Vinha até sal grosso, para o gado e remédio para curar bicheira

ouvindo seu rangido, saía correndo,para abrir a porteira

Ela passava a noite, no galpão ao lado da mangueira

Tudo isto faz parte da saudade matadeira,
Lembrar da velha carroça de madeira

sexta-feira, 2 de março de 2012



Lá Vem Pinhão

o pinhão é o fruto do inverno serrano
Lá vem pinhão

O pinhão Cai quando o vento minuano, chacoalha as copas dos pinheiros
Lá vem pinhão

O pinhão nasce nas redondas pinhas que saem nos galhos das araucárias
Lá vem pinhão

O pinhão é a semente plantada pelas gralhas, que são as agricultoras da natureza
Lá vem pinhão

O pinhão arde, no fogo das grimpas, de uma sapecada
Lá vem pinhão

O pinhão fica esmagado, quando é socado num pilão, para uma paçoca
Lá vem pinhão

O pinhão fica assado, na chapa quente de um fogão de lenha
Lá vem pinhão

O pinhão é cozido em uma panela, que fica na trempe, no fogo de chão batido
Lá vem pinhão

O pinhão faz parte de toda festa junina da região
Lá vem pinhão

O pinhão com a carne se entrevera, para alimentar o povo sulino
Lá vem pinhão

O pinhão é arte, cultura e tradição
Lá vem pinhão