Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Os Doze Pares do Sertão - Poesia

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXXVIII.




Os Doze Pares do Sertão





doze apóstolos do exército encantado,

a elite da tropa cor de cuia,

eram homens corajosos, fortes, exímios no uso de armas, fiéis e guiados pela similitude da fé,

a guarda real da monarquia celeste,

os paladinos da quimera jagunça,

tinham como lema: lutar até morrer, se preciso for,

rasgaram toda mataria da terra esquecida,

com suas lanças em riste, andavam em seus cavalos de fogo,

brilhavam seus facões, eram sóis iluminando a noite maquiavélica,

cortavam as línguas, daqueles que impediam a clareza da verdade,

gritavam com seus corações, com a unicidade sertaneja:

- Viva São João Maria!



• Foi José Maria, que era o líder espiritual da região contestada, que criou os Doze Pares, influenciado pelas histórias do Rei Carlos Magno da França, que tinha os Doze Pares, para lhe protegerem.

“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Imagens do Corisco


Legenda:
   Foto 01 – O grande educador José Ribeiro Tomaz( in memorian), com a esposa Áurea Pires Tomaz.

   Foto 02 – Pesssoas destacadas em Santa Cecília,SC.

·        Fotos gentilmente cedidas por Márcia Tomaz Zanella.
·        Mande uma foto(se possível com um pequeno comentário sobre ela),de qualquer época, seja esta de motivo familiar, escolar, religioso, político, cultural, esportivo, artístico, tradicionalista, fenômeno metereológico ou paisagem urbana ou rural.
·           Vamos compor nossa história, mostrando a gente ceciliense, os traços desta terra: para enobrecer este povo e dar bons exemplos
a futuras gerações.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Projeto Imagens do CoriscoProjeto Imagens do Corisco Convido todos a fazerem parte de nossa história, compartilhando fotos, de qualquer época de nossa cidade. Pode ser de vários assuntos(escolar, familiar, esportivo, cultural, tradicionalista, artístico, religioso, político ou fenômeno metereológico). As fotos serão postadas no blog CAUSOS DO CORISCO, sempre dando o crédito da pessoa dona da foto, caso não queira não será feito isto. As coisas, fatos e pessoas em momentos importantes de nossa comunidade devem ser lembrados e mostrados para as novas gerações, realçando os bons exemplos e distinguir o modo peculiar da gente ceciliense e a terra que vivemos. Para entrar em contato comigo, meu e-mail é: almirstn@gmail.com ou pelo celular: (49) 88247725 • Repassem essa ideia para os amigos.

"Coração Contestador", poesia.

Série “Guerra do Contestado - Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXXVII.




Coração Contestador



De que nação eu venho?

Que século é este?

porque diabos, de tanta dor?

A escuridão da noite esconde meu caminho,

Deixando-me refém da astúcia maldita

Da serpente fantasmagórica.



A rudeza da minha pele,

Esculpida pelo vento frio do sul,

Só conhece o pesadelo do espinho encravado na garganta do mestiço,

Que permanece aprisionada, cheios de palavras,

No subterrâneo do meu corpo de fantoche.



Com seu brilho refletindo nos meus olhos,

O Rei Sol me desperta,

Para ver a bandeira libertária,

Que tremularia no sertão,

fora fabricada pelo sofrimento inescrupuloso,



foi o chamado para eu ser herói,

minha cabeça ficou nua, sou soldado do exército encantado de São Sebastião,

clamo por todos os anjos do céu,

para gritar mais forte que mil trovões de outubro,

e dizer que esta terra tem dono.



Os pedregulhos deste chão já se acostumaram com as pisadas dos meus pés,

O pinhão é meu pão que dá força para continuar a labuta,

Até os bichos da mata, conhecem minha voz,

É a raiz do meu coração, plantada no solo nativo



Derramarei meu sangue de homem honesto,

Que é o líquido vital da dignidade humana,

Este escorrerá por todos os cantos,

Para purificar as bocas mentirosas,

E assim poder semear os grãos de liberdade e justiça,

Que a minha descendência sempre tenha isto por princípio de vida.





“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"A Guerra" Poesia

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXXVI.






A Guerra





A indecência emudeceu a vida,

da erva-mate decepou as folhas,

que nutria a terra da Menina Santa

veio ela afrontada pelo atrevimento hostil,

navegou no rio da indignação , com o coração cheio de ódio,

a valente guerreira da araucária

clamou a bandeira da esperança jagunça,

ergueu-se a voz da mãe da guerra,

juntou as pedras do chão, para armar-se,

em seu abrigo acolheu as ovelhas perdidas,

lambeu as feridas abertas dos heróis desconhecidos,



atrás do semblante moreno do sertanejo,

estava estampada a sua sentença de morte,

El sangre bugre o veneno da ingenuidade cabocla,

As bocas do silêncio abissal,

O protótipo do selvagem ameríndio,

Com lanças nas mãos defenderiam o seu habitat do inimigo,

Uniram-se milhares de miseráveis, execrados,

Povo pelado, gente errante,

Que obedeciam à mensagem do profeta peregrino,

Que decifrou os sofrimentos dos campesino angustiados,



Tremeu a noite e o dia,

Nas explosões mortíferas causadas pelo demônio peludo,

Desceu as trevas nas serras, rios, campos e redutos quando chegou a besta encarniçada,

Rugiram mais de sete mil leões vorazes,

Espalharam soda caustica no vale da morte,

Continua infinitamente a louvação dos desgraçados da pátria.



“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Poesia "Percival Farquhar, A Cartola Nefasta"

Série “Guerra do Contestado - Cem Anos de luta de um povo”. Parte XXXV.




Percival Farquhar, O Homem da Cartola Nefasta.



Uma águia anglo-americana do século XX,

Com coração envolto de uma carapaça de espinhos de aço,

O colonialista, que só enxergava o ouro dos trópicos,

Lucro era sua palavra favorita, nem que fosse feito, com muito sangue,

Enraizou-se nesta terra, com seus tentáculos de árvore predatória,

Criou a ilusão dos trens desenvolvimentistas, para os governantes energúmenos,

Era o engodo travestido de modernismo, que na verdade excluía o povo,

A ferro e fogo ergueu seu império mastodôntico.

De norte a sul, o “Brazil”, estava aos seus pés, de famigerado capitalista,

Fez dos pinheiros que cortou, estacas no peito de milhares de seres humanos,

Encobriu o céu, com a fumaça das locomotivas, abarrotadas de dinheiro espúrio,

Deixou o chão pelado por onde passou.



• Percival Farquhar(1864-1953), empresário norte-americano, proprietário de vários empreendimentos no Brasil, entre eles estava a Brazil Railway Company(que construiu o trecho da ferrovia São Paulo-Rio Grande,entre o PR e SC) e também a Southern Brazil Lumber and Colonization ( que explorou as terras concedidas pelo governo federal, que ficava na faixa junto a linha férrea), foram diretamente causadoras de conflitos sociais na região contestada.



• “O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.