Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

" Causo do Cemitério "

Causo do Cemitério


Há tempos atrás, dois rapazotes, numa noite escura e fria, com muita garoa, saíram furtar, quer dizer roubar, e conseguiram tirar de uma casa, um enorme saco de pinhões, tinha muitos quilos do fruto . No Caminho.passavam defronte o cemitério da cidade, que a essa hora estava totalmente as escuras e era um lugar seguro, para quem queria esconder algo, então veio a idéia dos ladrõezinhos, de escalarem o muro, para dividirem o saco, seria bem repartido. Quando pularam o muro, deixaram cair, dois pinhões, que rolaram ladeira abaixo, mas os meninos, começaram a separar os pinhões, era um prá você, outro para mim,assim prosseguiu aquilo.
Um bêbado passava por ali, pois estava se escorando no muro, ouvindo a partilha,ficou assustado com que ouviu, era o fim do mundo; Deus e o diabo; estavam dividindo as almas dos mortos. Decidiu ir atrás da policia, para contar o caso. A delegacia fica próxima do cemitério, estavam apenas dois policiais de plantão; lá chegou o homem que escutou o acontecido, de tanto insistir, um dos policiais foi ver o que houve. Chegando lá também escutou, vozes que viam de dentro do cemitério, que dizia, um para você , outro para mim,o policial também ficou assustado com aquilo; de repente terminaram a contagem, lá dentro, e disseram, que somente faltavam os dois, que estavam lá do outro lado do muro.; Mem bem acabaram de falar isto, o policial e o bêbado, saíram correndo, imaginando que eram eles e não os pinhões, que tinham Caído quando os rapazotes pularam o muro.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Santa Cecília do Rio Correntes"

Santa Cecília do Rio Correntes


Pedaço do mundo, em meio à mata das araucárias

Mescla de todas as raças, formando os homens desta terra

Semente que brotou, semeada neste chão

As águas que aqui escorrem, é a vida natural dado por Deus

É a algazarra dos papagaios, ”tirivas e gralhas, fazendo farra do pinhão

Suas luzes, ao longe iluminam as serras

Soa uma música de esperança, tocada pelo vento minuano

É a conquista de jagunços valentes

É o galpão divino, para abrigar o rebanho em meio à tempestade

É a pedra-ferro, no coração ceciliense

Como um carrapicho, o abraço sincero de uma amizade por aqui

É o estalo do laço, nos campos de lida bravia

É a fé, de muitas preces feitas pelas mãos calejadas deste povo

É a certeza de que colheremos muitos frutos,
Desta árvore chamada de Santa Cecília do Rio Correntes

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Retrato de uma Fotografia

Retrato de uma fotografia


Era dia sete de setembro, dia da independência do nosso país, realizando-se em todas as cidades desfiles comemorativos,em honra a nação, que era governado por militares, que adoravam patriotismo exacerbado.
Na pequena e pacata cidade,de Santa Cecília,no estado de Santa Catarina,não era diferente,todo ano,na avenida Nereu Ramos,se fazia um desfile, homenageando a pátria-mãe.
Foi na manhã fria. pois ainda era inverno,no dia sete de setembro, do ano de 78, mas não impedia de usarem roupas curtas,importante era estar caracterizado como tinha de mostrar para o povo todo,que se aglomerava,para assistir o desfile.
O calçamento de paralelepípedos, da via principal,daquela cidadela,de quinze mil almas, pois eram brasileiros.
Na frente de todos, a porta-bandeira,a filha do prefeito,mostrando sua beleza,exibindo um sorriso matreiro,de menina-moça que era.Atrás dela, vinham os rapazes secundaristas, do Colégio Comercial Custódio Campos,que tinham um semblante jovial, de coragem de serem, o futuro que terão; estavam perfilados em forma decrescente.
No outro bloco,estavam as alunas,do mesmo colégio secundarista,mostravam que estavam abrindo caminho para as mulheres,que ansiavam por espaços,iguais a este,mostrando seu valor.
Na baixada da rua, via-se a fanfarra,ditando o passo,para todos marcharem no mesmo ritmo,era a menina dos olhos,de seu professor-maestro que lhe conduzia.
Ao longe, estavam os alunos da Escola Básica “Irmã Irene”, trazendo vários blocos dos seus estudantes sendo naquele momento, a escola maior dentro da cidade, tendo sua organização desemvolvida, pelo seu diretor.
Esse momento, ficará sempre guardado na memória, de quem um dia, verá esta foto, que guardo dentro de um livro chamado saudades, de um tempo, que deixou lembrança, pois somos capazes de tornar belo, uma parte da nossa história

Esta é a graça da vida, pintar de verde-amarelo,tudo que estiver cinza..