Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

"Nonarquia Celestial" Poesia

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”.




Monarquia Celestial





Foram quatro anos, que tremularam bandeiras brancas, com cruzes verdes, no início do século XX,



Num território com mais de quarenta mil quilômetros quadrados, nos sertões catarinenses e paranaenses,



Era o reino meridional do socialismo, a irmandade crioula,



Cujo lema era , “Quem têm mói e quem não tem, mói também”,



Os súditos eram mais de cinquenta mil campesinos,a massa de excluídos da república tupiniquim,



Suas cidades-santas foram Taquaruçú, Caragoatá, Santa Maria, São Sebastião, entre outras,



Tinha a monarquia, um exército, onde seus homens eram chamados de pelados, por seus cabelos raspados e uma guarda real, formada por doze pares de valente lutadores,



Sob comando espiritual de São João Maria, enfrentaram tudo e todos os que ficavam em seus caminhos,



Seus principais líderes foram Maria Rosa, Chiquinho Alonso, alemãozinho (Henrique Wolland), Chica Pelega, Adeodato Ramos ,



Empunhavam com galhardia suas garruchas, revólveres, espadas de madeira, utilizando-se de táticas de guerrilha, atacavam seus inimigos,



A Religiosidade profunda estava marcada como característica principal neste povo humilde,



A utopia que transformou-se em realidade, uma Multidão analfabeta ensinando os letrados a lição da justiça,



Cobriu a Sombra desgostosa com a nova luz, esmagou o brilho do dia para a noite onde só os animais peçonhentos enxergam,



Com a queda do sonho quimérico, restou a fé da sofrida gente contestada, peregrinando o sofrimento neste canto de morte e vida.