Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XX.
Voo da Morte
Foi o filho bastardo de Santos Dumont, o avião militar,
Que sobrevoaria os ares do sertão, à mando da prepotência oficial,
Para vigiar e bombardear, a irmandade selvagem da nação prostituta,
Debutava a infâmia aérea no continente escravo.
Do norte foram mandadas cinco aeronaves, mas três arderam em chamas, no transporte férreo.
Veio Um ancestral germânico do Barão Vermelho, para ser o cocheiro da carroça aeronáutica.
O campo de aviação de Rio Caçador foi o lugar da catapulta mortal.
Tremeu o chão por onde passou, com seu ronco absurdo.
Ao invés dele massacrar os inocentes, foi tragado como uma geringonça bélica.
Sangrou o corpo do aviador mercenário que tombou diante de uma araucária mutilada.
Este pássaro carniceiro, foi abatido pela inclemência divina.
Março de 1915, em missão de reconhecimento , o Coronel alemão Ricardo Kirk teve uma pane em seu avião, próximo à Porto União, tentou um pouso forçado, mas acabou batendo em uma árvore, morrendo instantaneamente.
“O Povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.
quinta-feira, 28 de março de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
"As Mulheres da Cidade"
As Mulheres da Cidade
Por: Almir Visconde.
É passarela, a Avenida Nereu Ramos, para a Boneca Cobiçada.
A fé inabalável da Irmã Irene, no futuro dessa gente.
Missteriosa e simpática, a jovem Eliane.
A baliza do charme, que estuda no Colégio Custódio Campos.
A boia-fria, no barracão da vida, separando o joio do trigo.
Lá vem a Tieta da serra acima.
A dama de pouca sorte, no bordel do trevo do amor.
A prenda faceira que dança uma valsa, no Clube 1# de Janeiro.
A benzedeira das mil orações, a Dona Júlia.
O sorriso farto da morena de olhos azuis, na pista da Paiol DiscoNight.
A noiva da Serra do Espigão, esperando o próximo caminhão.
A moça da vila, na domingueira do Pinheirão.
A velha Maria Rosa, relembrando o tempo dos redutos caboclos.
A música divina tocada pela santa e bela Cecília.
• Qualquer coincidência ou semelhança, não é mero acaso, são constatações sobre as mulheres cecilienses.
Por: Almir Visconde.
É passarela, a Avenida Nereu Ramos, para a Boneca Cobiçada.
A fé inabalável da Irmã Irene, no futuro dessa gente.
Missteriosa e simpática, a jovem Eliane.
A baliza do charme, que estuda no Colégio Custódio Campos.
A boia-fria, no barracão da vida, separando o joio do trigo.
Lá vem a Tieta da serra acima.
A dama de pouca sorte, no bordel do trevo do amor.
A prenda faceira que dança uma valsa, no Clube 1# de Janeiro.
A benzedeira das mil orações, a Dona Júlia.
O sorriso farto da morena de olhos azuis, na pista da Paiol DiscoNight.
A noiva da Serra do Espigão, esperando o próximo caminhão.
A moça da vila, na domingueira do Pinheirão.
A velha Maria Rosa, relembrando o tempo dos redutos caboclos.
A música divina tocada pela santa e bela Cecília.
• Qualquer coincidência ou semelhança, não é mero acaso, são constatações sobre as mulheres cecilienses.
domingo, 17 de março de 2013
A Guerra da Fé
Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”; Parte XIX.
Guerra da Fé
Três profetas peregrinos anunciaram,
O sertão vai virar um inferno.
Sendo martirizado o último deles,
Na luta contra os soldados do poder.
A convicção religiosa foi a cola,
Que uniu a gente massacrada.
Seria a cruz uma espada enterrada,
No coração da gente cabocla.
Para enfrentar os inimigos,
O povo santo formou o exército encantado de São Sebastião.
veio A sacerdotiza-menina, a pombinha branca,
Para guiar a multidão dos pelados.
Fez-se das procissões desvairadas,
Manobras militares, nos redutos de extermínio.
Em orações infinitas, entorpeciam-se as pessoas,
que foram Brutalmente achincalhadas em todos os seus direitos.
Jorrou o sangue de milhares de pobres almas,
Ofertado ao deus de nome, poder.
A fome foi penitência que purificou o pecado original,
Que devorou a vergonha e o caráter dos subversivos de gravata e farda.
Ouviu-se a trombeta do juízo final,
Quando as rajadas das metralhadoras, aniquilavam aqueles que levantaram a bandeira da esperança.
O flagelo do Diabo engoliu os filhos de Deus,
Com a insanidade perversa.
As águas do céu lavaram a podridão da escravatura humana,
Escorrendo-as todas nas artérias fluviais da terra proibida.
Após cem anos, O chão profanado, ainda veste luto,
Em honra dos que tombaram no solo sagrado,
Combatendo com as armas que tinham, que eram: a fé e a coragem. Para construir um mundo digno as futuras gerações.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
Guerra da Fé
Três profetas peregrinos anunciaram,
O sertão vai virar um inferno.
Sendo martirizado o último deles,
Na luta contra os soldados do poder.
A convicção religiosa foi a cola,
Que uniu a gente massacrada.
Seria a cruz uma espada enterrada,
No coração da gente cabocla.
Para enfrentar os inimigos,
O povo santo formou o exército encantado de São Sebastião.
veio A sacerdotiza-menina, a pombinha branca,
Para guiar a multidão dos pelados.
Fez-se das procissões desvairadas,
Manobras militares, nos redutos de extermínio.
Em orações infinitas, entorpeciam-se as pessoas,
que foram Brutalmente achincalhadas em todos os seus direitos.
Jorrou o sangue de milhares de pobres almas,
Ofertado ao deus de nome, poder.
A fome foi penitência que purificou o pecado original,
Que devorou a vergonha e o caráter dos subversivos de gravata e farda.
Ouviu-se a trombeta do juízo final,
Quando as rajadas das metralhadoras, aniquilavam aqueles que levantaram a bandeira da esperança.
O flagelo do Diabo engoliu os filhos de Deus,
Com a insanidade perversa.
As águas do céu lavaram a podridão da escravatura humana,
Escorrendo-as todas nas artérias fluviais da terra proibida.
Após cem anos, O chão profanado, ainda veste luto,
Em honra dos que tombaram no solo sagrado,
Combatendo com as armas que tinham, que eram: a fé e a coragem. Para construir um mundo digno as futuras gerações.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Homenagem À Mulher. Com MP3.
Neste dia especial, 8 de Março, oDia Internacional da Mulher, quero homenagear todas, mas sobretudo as mulheres de nossa terra, que são muito guerreiras no dia-à-dia. Fiz uma conversão de um texto meu em NP3, sobre uma das mais importantes mulheres de nossa história, apesar da pouca idade(15 anos), foi Maria Rosa, uma das líderes dos sertanejos, na Guerra do Contestado, lutou pelos seu direitos e de sua gente. Nem o momento crucial que passava, lhe tirou seu refinamento, deu um toque feminino, tão próprio da mulher, que só ela têm, assim é a maioria deste ser “sui generis”,fazendo diferença nos lugares onde vive.
https://dl.dropbox.com/u/73116391/rosa.mp3.mp3
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