Coração de Uma Índia
Da tribo caigangue, que habita a serra catarinense
Essência Feminina da mulher bugra”
Filha da lua e amiga do sol
Que cobre a sua cabana, com grimpas do pinheiro
Companheira de um valente guerreiro
Flor morena da mata nativa
Trança a taquara, formando cestos, balaios e peneiras
Faz suas panelas e potes, com o barro do leito do Rio Correntes
Junta pinhão, derrubado pelo vento de inverno
Carrega seus filhos, dentro de cestos forrados com barba de velho e uma tira que fixa na testa
semeia a roça de milho, pois este alimento é divino
Na colheita é feito um puxirum”(putirum), onde toda a aldeia participa
tira os favos de mel, de abelhas silvestres
Bebe a infusão do caá”(erva-mate), para espantar o frio
Cozinha pacas. Veados, antas e bugios
Divide tudo com a aldeia inteira
pinta o corpo, nas celebrações religiosas
Tudo isto ficou no passado, porque toda a aldeia desta índia,
Foi exterminada pelos brancos e só ficou lembrança Mo coração dela, ainda têm de viver com um dos homens que arrasaram sua gente.