Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

"Apocalípse dos Contestadores" áudio em MP3.

Ouçam o texto”Apocalípse dos Contestadores” a parte 43 da Série Especial “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo” que está em MP3. Basta clicar no link abaixo.




https://www.dropbox.com/s/sq1224bsgpjopdh/Apocalipse%20dos%20Contestadores.mp3.mp3

domingo, 13 de outubro de 2013

"Os Pássaros da Agonia", poesia.

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XLII.




Os Pássaros da Agonia



Um quero-quero sobrevoou a floresta decapitada,



Sumiu a copa da araucária , o lugar do ninho, para o papagaio criar seus filhos.



O pardal sonhou com uma cidade santa, onde todos eram iguais, mas, acordou nas sectárias masmorras escravagistas,



Calou a voz da baitaca, por mais de um século,



Morreu de fome a gralha do sertão, que ficou sem o pinhão da vida,



Soltou um grito estridente de desespero, a araponga assustada com correntes em volta de seu pescoço,



as flores da injustiça o cuitelo. Negou-se a beijar.



para outra terra, migrou o canário desolado com tanta humilhação,



Ecoou o canto de morte, da fantasmagórica sungara,



Chorou lágrimas de dor, o sábiá, no velório campal,



Apenas ruínas restou da casa que o João-de-barro ergueu com muito sacrifício,



A andorinha que voava livre, agora está estendida, apodrecendo no chão contestado,



A pombinha da paz têm todo o corpo manchado de sangue dos inocentes,



Só se ouve o riso da águia americana com seu egoísmo hipócrita.

sábado, 5 de outubro de 2013

"O Vaqueano Carrasco", poesia.

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XLI.




O Vaqueano Carrasco



Tinha a alcunha de Pedro Ruivo, o algoz carniceiro.



O verdadeiro jagunço, o flagelo dos miseráveis.



Homem maligno com cabeça de animal peçonhento.



Na sua rapinagem agia igual a Uma harpia estraçalhando sua presa.



Nadou em sangue, o verdugo do planalto meridional.



Corria sua adaga no pescoço de muitos sertanejos.



Tinha carta branca, para cometer os latrocínios de todo o tipo.



O bandido das mil mortes.



Assassinava por puro prazer e depois pilhava os pertences da vítima impunemente.



Os tribunais sempre faziam vistas grossas para as suas atrocidades, dizendo ser em nome da lei que ele agia dessa forma.



Como prêmio a seu “heroísmo”, foi morar na cidade da Lapa, Paraná, Onde passou o resto de sua vida, sendo um rico fazendeiro.





“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

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