Série “Guerra do Contestado- Cem anos de luta de um povo”. Parte XVIII.
O Fiasco
Determinou o coronelista chefe Catarina,
Que subissem a serra,
Uma tropa miliciana,
Para caçar os bugres fanáticos do sertão,
Era morte, a resposta para os insatisfeitos da nação selvagem,
da ilha-capital, partiu a escolta policial, com muita arrogância nos dentes.
com a impiedosa alegria das aves de rapina,
embrenharam-se na mata, com os corações de pedra,
após longa caminhada, chegaram ao lugar com sede de sangue,
travou-se no Taquarupú, a batalha quixotesca,
foi o dia que a caça devorou o caçador.
Usando de táticas de guerrilha, os pelados massacraram os inimigos.
Rugiram como feras iradas, no extermínio de seus oponentes,
aos arrogantes de farda, só restou a fuga inglória,
deixando pelo caminho, as armas que tinham.
Ouviu-se a irmandade cabocla, gritar:
- Viva São João Maria!
• Em Dezembro de 1913, o Governador Vidal Ramos, enviou uma tropa de 220 militares e 60 civis (muitos desertaram antes do combate), para acabar com o ajuntamento dos miseráveis do Taquaruçú. Atendendo pedidos de coronéis da região contestada.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
"piedade, Corisco"
Série “ Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XVII
Piedade, Corisco
Na altura Planaltina,
Numa fração do mundo,
Onde o céu atirava raios e trovões,
Lá surgiu o povoado do Corisco.
Era lugar de descanso dos tropeiros birivas,
Veio um punhado de gente forasteira, De todos os lados,
Queriam um pedaço desse chão.
A terra era muita e dotada de riquezas naturais,
Mas pertencia há poucos.
Muitos ficaram excluídos desse quinhão
Uniram-se eles, dando início a uma revolução cabocla
Instalou-se o conflito no sertão,
Deram-lhe o nome de Guerra do Contestado,
A região Onde a ganância e a exploração, não tinham limites.
O confronto bestial foi inevitável de uma divisão injusta da terra.,
Cruzaram o vale do Rio Correntes, centenas de cavaleiros jagunço,
Que estavam dominados pelo ódio assassino.
Rodearam a localidade serrana,
Naquele momento, o anjo da morte reinaria absoluto,
Ecoava o grito de desespero da gente corisquenha,
Ao invés de um temporal celeste, o altiplano viu a claridade dos tiros,
chispas dos facões degolando impiedosamente, fazendo chover sangue.
A Carnificina santa foi completa, tornando a cruz uma arma maldita.
O vento negro espalhou sobre o casario, as chamas da destruição,
A fumaça do fogo mortal avisou os corvos do crime sem bandido
O inferno dantesco tragaria todos
• Corisco, antigo nome dado à cidade de Santa Cecília, Santa Catarina.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
Piedade, Corisco
Na altura Planaltina,
Numa fração do mundo,
Onde o céu atirava raios e trovões,
Lá surgiu o povoado do Corisco.
Era lugar de descanso dos tropeiros birivas,
Veio um punhado de gente forasteira, De todos os lados,
Queriam um pedaço desse chão.
A terra era muita e dotada de riquezas naturais,
Mas pertencia há poucos.
Muitos ficaram excluídos desse quinhão
Uniram-se eles, dando início a uma revolução cabocla
Instalou-se o conflito no sertão,
Deram-lhe o nome de Guerra do Contestado,
A região Onde a ganância e a exploração, não tinham limites.
O confronto bestial foi inevitável de uma divisão injusta da terra.,
Cruzaram o vale do Rio Correntes, centenas de cavaleiros jagunço,
Que estavam dominados pelo ódio assassino.
Rodearam a localidade serrana,
Naquele momento, o anjo da morte reinaria absoluto,
Ecoava o grito de desespero da gente corisquenha,
Ao invés de um temporal celeste, o altiplano viu a claridade dos tiros,
chispas dos facões degolando impiedosamente, fazendo chover sangue.
A Carnificina santa foi completa, tornando a cruz uma arma maldita.
O vento negro espalhou sobre o casario, as chamas da destruição,
A fumaça do fogo mortal avisou os corvos do crime sem bandido
O inferno dantesco tragaria todos
• Corisco, antigo nome dado à cidade de Santa Cecília, Santa Catarina.
“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Rio Do Peixe
Série “Guerra do Contestado – Cem anos de luta de um povo”. Parte XVI.
Rio do Peixe
Corre no vale da guerra centenária, a corrente elementar da bioesfera,
Que guarda a historia do Armageddon sertanejo,
Testemunha ocular da luta ferrenha.
No seu percurso, vizinhou com os trilhos da ferrovia sem-pátria,
Onde corria locomotivas Maria fumaças, ,
Que entulhados no seu bojo, levavam milhões de toras de madeira, para o outro lado do mundo, como o monge profetizara.
Nas suas margens Presenciou o tombamento inclemente das araucárias,
Feito pelas serras da ganância ianque.
Gritaram os quero-quero que ficaram sem lugar para criar os seus filhotes,
foram enxotados, como aves sem destino,
foi quando o ódio inundou a terra Catarina.
na vargem O caraguatá com seus espinhos, viraram coroa na cabeça da rainha-menina, que liderou seu povo. Contra os saqueadores.
as águas que eram azuis ficaram escarlates,
Com o jorro do sangue dos guerreiros humildes.
Os corpos dilacerados que boiavam aos montes,
Foram totalmente devorados por peixes carnívoros.
Os lamaçais foram pisoteados, por milhares de
botinas dos demônios verdes.
os canibais vencedores hastearam sua bandeira de exploradores selvagem.
A mortandade foi completa,
Profanaram até o rio, que é a artéria da vida,
Em nome do progresso,envenenaram sua seiva prodigiosa.
Este agoniza em silêncio,
Como o grito de liberdade do povo pelado.
“O Povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
Rio do Peixe
Corre no vale da guerra centenária, a corrente elementar da bioesfera,
Que guarda a historia do Armageddon sertanejo,
Testemunha ocular da luta ferrenha.
No seu percurso, vizinhou com os trilhos da ferrovia sem-pátria,
Onde corria locomotivas Maria fumaças, ,
Que entulhados no seu bojo, levavam milhões de toras de madeira, para o outro lado do mundo, como o monge profetizara.
Nas suas margens Presenciou o tombamento inclemente das araucárias,
Feito pelas serras da ganância ianque.
Gritaram os quero-quero que ficaram sem lugar para criar os seus filhotes,
foram enxotados, como aves sem destino,
foi quando o ódio inundou a terra Catarina.
na vargem O caraguatá com seus espinhos, viraram coroa na cabeça da rainha-menina, que liderou seu povo. Contra os saqueadores.
as águas que eram azuis ficaram escarlates,
Com o jorro do sangue dos guerreiros humildes.
Os corpos dilacerados que boiavam aos montes,
Foram totalmente devorados por peixes carnívoros.
Os lamaçais foram pisoteados, por milhares de
botinas dos demônios verdes.
os canibais vencedores hastearam sua bandeira de exploradores selvagem.
A mortandade foi completa,
Profanaram até o rio, que é a artéria da vida,
Em nome do progresso,envenenaram sua seiva prodigiosa.
Este agoniza em silêncio,
Como o grito de liberdade do povo pelado.
“O Povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.
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