Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Poesia "Do Ubatã, Uma Noite"

Do Ubatã, Uma Noite


O anoitecer Descerrou as cortinas de um céu cravejado de estrelas,

Ao longe, um cabritinho recémmm-mascido berra por sua mãe,

Dois morros parecem os voluptuosos seios de uma índia desnuda,

A rã namoradeira coaxa, chamando o príncipe de olhos verdes, que conquistou seu coração,

Até a lua cheia vem dar uma espiadela, fica encantada com o cenário,

Os cincerros do gado repicam, são os sinos da mata,

Butieiros fardados de verde oliva, parecem soldados do batalhão ferroviário, tirando guarda,

Ainda se ouve os risos dos fantasmas jogando cartas da histórica vila militar,

passa o trem das nove buzinando, logo chegará à estação,

salta o jundiá guloso, para apanhar o inseto voador e volta a mergulhar,

o gramado fica ornamentado com a luminosidade dos vaga-lumes,

na cabeceira da represa, a água esborrifa, fazendo uma espuma branca, semelhante a um espumante delicioso sendo aberto,

o deus Eolo manda uma brisa, para secar as lágrimas que teimam a rolar por meu rosto, dxxe saudade de tudo isto.