Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Holocausto em Canoinhas

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um Povo”. Parte IV.

Holocausto em Canoinhas

Foi a carnificina, da Vila de Canoinhas, o campo de extermínio dos desgraçados prisioneiros.
A sentença dada, morte em massa, aos que ousaram enfrentar os donos da “República de Bananas".
No fuzilamento dos massacrados, soou o hino da dependência irracional.
Tiros sem misericórdia foram desferidos pelos “jagunços” oficiais.
Mil cruzes peladas, sem os Cristos, pois eles foram incinerados em valas.
O vale da morte foi o destino final dos pobres diabos da nação selvagem
O povo do sertão virou cinzas, junto com aterra que tanto defenderam, para serem pisoteados, pelos chacais das oligarquias.
Nas pedras do lugar, foram incrustadas as lápides da gente errante.
vermelho do sangue dos mártires caboclos, manchou a bandeira verde-amarela da ordem e progresso.


* Em Fevereiro de 1915, na vila de Canoinhas, cerca de mil prisioneiros capturados nos redutos campesinos, pelas forças militares, foram eliminadas, poobedecendo ordens superiores dada ao General Setembrino de Carvalho, que mandou fuzilar e depois queimar os corpos e jogar as cinzas em valas.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Massacre no Taquaruçu

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um Povo”. Parte II

Massacre no Taquaruçú

Era santa a cidade de Taquaruçú, para os excluídos da região.
Na igreja, a missa fúnebre do lugar e das almas que ali habitavam.
O ofertório daquele momento seria a vida dos inocentes
Pairava no ar um silêncio gritante, que existem somente nos sepulcros.
o sol ficou escondido, para não ser testemunha do genocídio bestial.
a sentença fora dada, pelos algozes de plantão, condenação à morte, ao povo que lutava por dignidade
até as copas de araucárias se tornaram lanças, para defenderem-se do corvo metálico, que sobrevoava o lugar.
o reduto foi rodeado de matilhas, de cães raivosos com parafernália mortal, para trucidar aos borbotões
a ceifa da morte apareceu na hora, que a corneta soou a ordem, dada pelo carniceiro de farda
o cheiro de enxofre tomou o lugar, o fim do mundo dos pelados.
tiros de canhão, balas de fuzil, rajadas de metralhadora e explosões de granadas, o inferno na manutenção da ordem da selvageria.
tombou muitos homens, mas principalmente mulheres e crianças, na fratricida operação.
as balas entrelaçavam-se, como filetes de taquara formando a peneira horrenda
o solo disputado encharcou-se, com o sangue dos miseráveis
tudo fumegava, restando só cinzas, dos casebres e da igreja, que ao invés da luz prometida, trouxe a negritude da morte, para os filhos de Deus.
agonizando a dor, o céu chorou, e suas lágrimas escorreram das nuvens, para lavar a podridão escarrada da prepotência humana

A cidade santa do Taquaruçú (hoje município de Fraiburgo.SC), em 8 de Fevereiro de 1914. Foi totalmente destruída por forças militares, do exército brasileiro, sendo usado pela primeira vez , a aviação em operação militar, no território nacional.