Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

Certificado do Concurso de Poesias do Centenário da Guerra do Contestado 2013 Onde fui selecionado.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"1912-1916", Poesia.

Série “Guerra do Contestado – Cem Anos de luta de um povo”. Parte XLIX.






1912 – 1916





Veio o século do fogo e ferro, lançando no ar fumaça tóxica,



o intruso Farquar com sua espada gananciosa,



repartiu em mil pedaços, o chão sertanejo,



foi a grilagem da imoralidade,



primeiro devastaria as matas, para depois ludibriar imigrantes caucasianos,



tomando posse do terreno explosivo,



esqueceram-se daqueles que aqui já estavam,



Estes foram tratados como se fossem carniças malcheirosas,



Pisoteadas iguais às moscas ribeirinhas,



tendo florestas, os rios e as serras como testemunhas do genocídio dos enxotados.



As noites mais geladas para o tormento da gente espoliada,



Para eles só existia, Um único caminho, a escravidão bestial.





Correu no chão contestado, um raio de esperança,



Ela surgiu das bocas dos monges peregrinos que proclamavam, com fé e agindo em grupo, a irmandade cabocla seria imbatível.



Foi à semente da coragem plantada nos corações valentes de guerreiros que lutaram até o fim brutal.



Formaram-se locais santos, os redutos da resistência campesina,



Empunhando a bandeira da esperança e lança em riste, Chica Pelega e o exército encantado de São Sebastião, defendeu seu território.





Mas os verdugos do doder ficaram irados com tal petulância,



Resolveram calar as vozes dos insolentes que clamavam justiça,



Guerra aos labregos selvagens, as labaredas da inquisição para os adoradores de São João Maria,



Espalhando a morte aos mártires da opressão,



Assim começou o sangue jorrar e o sangue cobriu a terra proibida, num Armageddon aniquilador,



Um cheiro fétido da insensatez humana estava em todos os cantos



Os urubus mercenários se fartaram, em banquetes que aconteciam todos os dias.



Arrastaram os líderes rebeldes, decapitando as cabeças deles e ergueram-nas, idolatrando suas perversidades, num ritual macabro.



Exorcizaram em praça pública, a carranca do temível Adeodato,



Quando a devastação e o fuzilamento foram concluídos no campo



Sufocando os gemidos dos heróis sem pátria,



Em 1916, No necrotério federal do Catete assinaram o atestado de óbito de milhares de cidadões pelados.



Mesmo coberta com o tapete secular, essa rusga brutal deixou cicatrizes profundas incrustadas nas rochas , que contam a todos os povos esses fatos.





“O povo que não cultua sua história, nunca vai ter importância alguma”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário